Os jurados de enredo elogiaram o enredo da Beija-Flor pela criatividade, porém, despontuaram pela concepção. Johnny Soares, em sua justificativa, explicou que o enredo apesar de criativo tem um difícil entendimento pois aborda os caminhos ora de forma abstrata ora de forma concreta.

Para Marcelo Figueira, o problema de desconexão da ala 17 com as demais, que ressaltavam os caminhos da fé. A escola de Nilópolis recebeu três notas 10 e duas notas 9.9.

Johnny Soares – 9.9

“Concepção: Enredo criativo, que ressalta a importância das rotas, trilhas, caminhos, estradas, ruas… ora de forma conotativa, abstrata; ora de forma denotativa, concreta. A proposta demonstra-se, assim, de difícil entendimento em alguns momentos, já que a estrutura narrativa dos setores e elas não mantém necessariamente um encadeamento entre si. A profusão de cenas e imagens – às vezes como metáfora; às vezes, como algo real – prejudica a compreensão apesar da riqueza estética e da qualidade plástico-visual das alas e alegorias. É a abordagem ambígua que enfraquece a coesão do enredo e a clareza necessária para uma temática tão ampla (4,9)”.

Marcelo Figueira – 9.9

“O povo cigano tem um lema: “O céu é o meu teto, a Terra é a minha pátria e a liberdade é a minha religião”. Eles são livres para seguir qualquer credo apesar de sua devoção à Santa Sarah. Não há caminho para uma fé específica. Assim sendo, a inclusão da ala 17 em recorte do enredo que trata dos caminhos da fé (alas 14 a 21) apresentou uma desconexão semiológica. A representação da Marquês da Sapucaí como lugar de sonhos dos nilopolitanos após alas de representações lendárias e míticas também mostrou pouca conexão de ideias, até porque a Sapucaí, lugar onde se realizam sonhos, é real. Concepção: (-0,1)”.

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