Depois de três carnavais tirando nota máxima, com a porta-bandeira alcançando desde o carnaval de 2015, Matheus Olivério e Squel Jorgea levaram apenas uma nota dez no carnaval 2020, do jurado Paulo Rodrigues. Entres as justificativas: falta de sintonia, problema na indumentária e pouca criatividade.

“Belo casal com boa musicalidade. Porém a coreografia foi pouco elaborada, usando pouco os espaços e desenhos cênicos. Se limitando aos movimentos tradicionais do bailado, usando pouca criatividade nos elementos coreográficos, explorando poucas sutilezas. Baixando assim a apresentação com pouco brilho e muito centralizada. Talvez arriscar mais coreograficamente torne a apresentação mais interessante e dinâmica. O aro da (indumentária) saia da porta-bandeira um pouco grande demais, por vezes o mestre-sala penetrava pelas plumas para se aproximar de sua dama. 9.9”, justificou Mônica Barbosa.

Aurea Hämmerli deu 9.9 para o casal, a jurada do quesito sentiu falta da marca do casal e justificou da seguinte forma a sua nota: “Senti muita falta do brilho e da dança marcante desse casal, de conhecimento de todos nós. Atenção: No momento que, entra a teatralidade nesse quesito, o importante sempre será a dança, o bailado onde o foco é o que representa o pavilhão, o pulsar e o coração da escola. Estou julgando o momento, o hoje, o aqui e agora. O teatro, não pode ser maior que a dança e o símbolo maior da escola. Figurino/fantasias belas, mas não me trouxeram o que foi descrito no livro abre-alas. Ficaram duvidas e perguntas”.

“O mestre-sala Matheus apresentou-se caracterizado como Jesus – o homenageado do enredo. Segundo a errata do abre-alas de domingo, ele viria “elegantemente trajado” para cortejar a porta-bandeira que, por sua vez, vestiria as cores da bandeira. A indumentária, no entanto, falhou ao não conferir majestade ao mestre-sala, deixando-o diferente de sua fama quando os dois deveriam estar igualmente nobres”, disse Beatriz Badejo.

O jurado João Wlamir pontou a falta de sintonia e dinâmica entre o casal. “Dinâmicas diferentes entre o casal, acabaram prejudicando a performance em geral. M.S com vigor em demasia contrastava com a P.B, que estava em outra sintonia – tal excesso de vigor provocava terminações sem definição e até gestos bruscos ao segurar o pavilhão”.

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