Jurado alega ‘proximidade de afinações de surdos de 1ª e 3ª’ para 9,8 aplicado à bateria da Tijuca

2458

A Unidos da Tijuca garantiu a nota máxima para a bateria Pura Cadência mais um ano. Mas causou estranheza um 9,8 dado aos ritmistas do morro do Borel, depois de três notas 10 obtidas no mesmo julgamento. A explicação, segundo o jurado Jorge Gomes, foi uma suposta proximidade de afinações nos surdos de 1ª e 3ª.

“As afinações dos surdos de 1ª e 3ª estavam tão próximas e abaixo da afinação normal, que deixava o surdo de 2ª com muito mais destaque sonoro, ao ponto de quase não se ouvir o surdo de 1ª”, justificou.

Para Jorge Gomes esse não foi o único equívoco cometido pela Pura Cadência no desfile como o próprio deixou explícito no texto de seu julgamento.

“O andamento rápido da escola não deixou que os repiniques e caixas fizessem as variações perfeitas e nos refrões da música aconteciam os desencontros”.

Jorge Gomes foi o mesmo jurado que aplicou um 9,8 para a Portela, alegando que o andamento da escola obteve exagerada variação no desfile. Em sua justificativa, entretanto, admitiu que fez a medição fora do seu campo de audição, o que é vedado pelo manual do julgador da Liesa.

Comentários