A Beija-Flor de Nilópolis não recebeu nenhuma nota 10 no quesito Enredo em 2019. E não foi a escolha do tema, os 70 anos da agremiação, o grande vilão. A escola foi penalizada pela opção de transformar em fábulas sua proposta.

O jurado Johnny Soares reclamou da citação mais antiga de um enredo da Beija-Flor ter sido o ano de 1970. Ele 4,8 para concepção e 5 para realização, no total da nota 9,8.

“Como a Beija-Flor foi criada em 1948, conforme informações do livro abre-alas, sente-se a falta de fatos e dados, ao longo do desfile, que apresentem memórias de uma história tão longeva”, disse o jurado, que ainda citou a alusão feita pela alegoria 2 (raposa e uvas) e que ela se encaixaria melhor na alegoria 5 das críticas.

Para o jurado Pérsio Gomyde, a ideia das fábulas para explicar o enredo careceu de mais clareza. Ele deu 4,9 para concepção e 4,9 para realização.

“A utilização de fábulas para roteirizar o desfile carecem de uma maior clareza quanto a moral das mesas, principalmente, nos setores 2 (raposas e uvas) e setor 3 (galinha dos ovos de ouro)”, disse o julgador, que ainda questionou a fantasia da ala que representava o enredo “Ratos e Urubus”.

Quem também deu 9.9 para o enredo da Beija-Flor foi o jurado Artur Gomes, que também criticou o uso das fábulas.

“As fábulas apresentadas não permitiram estabelecer clara conexão entre a moral de suas estórias e os setores. A materialização do enredo mostrou-se irregular com algumas situações plástico-visuais não trasmitindo o sentido proposta”.

O julgador Marcelo Antonio Masô tirou 0,1 décimo e também criticou o uso das fábulas.

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