Jurados tiraram pontos da comissão de frente da Portela por falhas de acabamento do tripé

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A comissão de frente da Portela foi bastante punida no julgamento do Carnaval 2019. Coreografada por Carlinhos de Jesus, não tirou a nota máxima em nenhum módulo de julgamento. O principal fator, para os jurados, foi a falta de capricho e acabamento no tripé que trazia o orixá Iansã na apresentação.

Gustavo Paso despontuou a apresentação da Portela devido a um recorrente erro cometido pelas escolas. O tumulto no primeiro módulo de julgamento, no Setor 3, quando as escolas iniciam os seus desfiles, acabou prejudicando sa atuação da comissão da Portela.

“As escolas que não protegerem suas apresentações, suas coreografias, dando-lhe mais espaço diante do módulo 1 ficarão prejudicadas. Esse foi o único erro da escola, pois o elemento cenográfico, que não era tão grande que não pudesse estar mais para trás, apertou a evolução da sua comissão de frente, prejudicando muito a leitura da dramatização”, alertou o julgador.

Rafael Riveiro já foi mais incisivo com relação às falhas na apresentação. Ele destacou a demora no efeito em que a Insã virava para o outro lado das arquibancadas e a cantora Mariene Castro era revelada ao público.

“Longo tempo para abertura do elemento cenográfico (ponto principal) prejudicando a evolução da coreografia”, avaliou o jurado.

Para Raphael David o tripé tinha falhas de acabamento, o que interferiu na realização da coreografia, de acordo com sua justificativa.

“Ao elemento cenográfico de apoio faltou apuro, cuidados na confecção e decoração, o que prejudicou seu resultado visual e influenciou de modo desfavorável a impressão final quanto às formas, entrosamento, otimização, exploração e distribuição de materiais e cores do conjunto apresentado pelo grupo”, justificou.

Paulo Cesar Morato, que deu 9,8, tirando um décimo de concepção e um de realização, elaborou uma dura justificativa para a comissão de frente da Portela.

“Carlinhos de Jesus desenvolve sua concepção (ideia) com bastante movimento corporal em dança afro, impregnado da religiosidade intrínseca do tema, porém em um tempo longo de apresentação e sem trazer grandes teatralizações ou situações. No final, o uso de clichês se esgarça e enjoa a cena, e o impacto é limitado”.

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