Em reunião plenária na sede da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), na noite desta quinta-feira, no Centro do Rio, os presidente das escolas do Grupo Especial decidiram que não haverá desfiles em fevereiro de 2021. O anúncio acontece ainda no período de quarentena da Covid-19 e sem uma informação concreta sobre a vacina.

“Em função de toda essa insegurança, concluímos que esse processo tem que ser adiado. Estamos em permanente reunião. Não decidimos por cancelamento, mas nesse momento para fevereiro o desfile das escolas de samba não tem como acontecer. De julho pra cá muita coisa mudou. Seguimos aguardando a questão da vacina. Recebemos notícias diferentes que não nos dá condição de segurança nesse momento. O modelo tradicional de desfile demanda um tempo muito maior. Nossa luta é para não cancelar”, disse o presidente da Liesa, Jorge Castanheira.

O dirigente também falou sobre a possibilidade da realização em outros meses de 2021.

“Vamos tentar encontrar nos próximos meses alguma solução que aconteça em outra data, com respeito à saúde das pessoas, pensando em não atrapalhar o cronograma de 2022 também. Temos a expectativa de que em algum momento tenhamos uma resposta para as pessoas que dependem do carnaval. Em fevereiro está difícil. Mas estamos junto com o poder público buscando alternativas”.

Jorge Castanheira falou que é necessário que tenha vacina até fevereiro para que algum modelo alternativo de desfile aconteça ainda no ano que vem.

“Se não tiver vacina até fevereiro não temos condição de fazer. Vamos estar em contanto prospecção para definir junto com o poder público as alternativas. Há um estudo forte nesse sentido para buscar um modelo alternativo, já que em fevereiro fica inviável tanto do ponto de vista do prazo quanto da segurança sanitária”.

Segundo Castanheira, a Liesa e os presidentes das escolas de samba avaliam modelos alternativos de desfiles e de recursos financeiros.

“Existe a possibilidade de um projeto alternativo, com outro tipo de regulamento. Tudo isso está sendo desenvolvido desde o momento que temos a impossibilidade de realizar a imunização em fevereiro. Estamos avaliando hipóteses alternativas de recursos financeiros. Tudo está sendo estudado. A gente entende que em janeiro precisamos ter uma perspectiva”.

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