O domingo está mais triste para todos os apaixonados por carnaval com o falecimento da porta-bandeira Maria Helena, que fez história na Imperatriz Leopoldinense. A sambista é, sem dúvida, um dos maiores patrimônios da arte das escolas de samba. A morte foi comunicada pelo filho, o meste-sala Chiquinho, em uma publicação nas redes sociais. Não há informação sobre a causa e nem local e horário do velório e enterro.

“Essa foi a sua última vez pisando na passarela que tanto se dedicou na vida, hoje estou sem chão e sem palavras. Minhas querida mamãe a minha maior porta bandeira se despediu de todos nós hoje. Maria Helena acaba de falecer”, informou Chiquinho.

A Imperatriz Leopoldinense cancelou o ensaio de rua que aconteceria neste domingo. “Maria, Maria! Com o coração em luto, a Imperatriz Leopoldinense comunica o falecimento de sua eterna porta-bandeira Maria Helena. Nascida em São João do Nepomuceno em 1945, Maria Helena chegou ao Rio de Janeiro nos anos 60, buscando um caminho melhor para sua vida difícil. De costureira à Porta-Bandeira, Dona Maria enfrentou diversas provações, até se tornar uma das mais célebres damas da folia. Empunhando a bandeira verde, branca e ouro de Ramos, Maria Helena se tornou uma das mais famosas e notórias personalidades do carnaval, sendo premiada e homenageada por diversos segmentos. Com seu filho, Chiquinho, a cinderela do subúrbio formou um dos pares mais emblemáticos da folia, participando dos campeonatos de 1989, 1994, 1995, 1999, 2000 e 2001. Nosso sentimento é de amor e gratidão por essa mulher guerreira e apaixonante, majestade da Imperatriz do Carnaval. Obrigado por tudo, Maria Helena! Nossos sentimentos aos familiares, amigos, comunidade e todo o mundo do samba”, informou a publicação da escola.

No velório do ex-presidente Luizinho Drumond, Maria Helena, na época, conversou com o site CARNAVALESCO e comentou sua relação com o dirigente. “Eu sou suspeita para falar. Ele tinha amor gigante pela Imperatriz. Fiquei 30 anos como porta-bandeira da escola. A Imperatriz vai mudar. Ele nunca desistiu. Tirou do zero e botou no céu”, afirmou Maria Helena.

Recentemente, Maria Helena foi homenageada pelo Museu do Samba. “Estou achando muito chique essa homenagem; para mim é importante que os sambistas sejam lembrados enquanto ainda estão vivos. Eu só tenho a agradecer ao Museu do Samba”, declarou na época a porta-bandeira.

Maria Helena foi seis vezes campeã do Carnaval pela Imperatriz Leopoldinense. Entre 1983 e 2005, ela dançou com seu filho Chiquinho na Imperatriz, formando um casal que transformou-se em referência dos desfiles na Marquês de Sapucaí. A dupla também deu aulas do bailado de mestre-sala e porta-bandeira para crianças da Vila Cruzeiro, comunidade do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, e da Vila Olímpica de Ramos.

Maria Helena nasceu em 1945, em São João Nepomuceno, Minas Gerais, e mudou-se para o Rio de Janeiro em 1960. Em 1971 estreou como porta-bandeira, aos 26 anos de idade, defendendo a Unidos da Ponte. Além da Imperatriz e Ponte, a sambista teve passagens pelas agremiações cariocas Unidos da Tijuca, Império da Tijuca, União da Ilha e Alegria da Zona Sul e pela Unidos da Vila Mamona, no Mato Grosso do Sul.

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