Faleceu nesta terça-feira Nilzo Medeiros, o intérprete Rico Medeiros. O cantor fez história no Salgueiro e na Viradouro. A suspeita é que o sambista tenha sido vítima de Covid-19, mas que ainda não foi confirmada. Não há informações ainda sobre o enterro do intérprete.

Rico foi um dos mais emblemáticos intérpretes do carnaval carioca com passagens em agremiações gigantes e atuações memoráveis na avenida.

Rico Medeiros marcou época como intérprete do Salgueiro, e foram na sua voz desfiles históricos da academia do samba entre o fim dos anos 70 e o início dos 90. Destaque para o desfile de 1978. Recentemente Rico foi homenageado pela escola na quadra e entoou o lendário samba, para a emoção dos presentes. Veja abaixo o vídeo de Rico Medeiros, em junho de 2014, cantando o samba de 1978 na quadra do Salgueiro.

Após a saída do Salgueiro passou por diversas agremiações e voltou a brilhar como intérprete na Unidos do Viradouro. Em 1993 como apoio e em 1994 e 1995 já como intérprete oficial da vermelha e branca do Barreto.

Os cacos e o grito de guerra de Rico viveram no imaginário dos sambistas. O mais marcante era o seu “aí bateria” que conferia um enorme swing às gravações que participava. Nos últimos anos participava do carnaval gravando sambas concorrentes.

O Salgueiro lamentou a morte de Rico Medeiros. “Faleceu, na tarde desta sexta-feira, Rico Medeiros que emprestou voz inconfundível ao carro de som da nossa escola por duas décadas. Não podemos afirmar que tenha sido esse vírus fatal mas isto também não importa já que o samba perde mais um de seus grandes baluartes. Nos solidarizamos com todos os familiares e amigos do intérprete e pedimos a vocês, orações de conforto a todos”.

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