A escola de samba Mancha Verde foi a última escola de samba a realizar o ensaio técnico para o carnaval de 2019. A torcida compareceu numa quantidade considerável. Nova postura do intérprete Freddy Vianna e casal de mestre-sala e porta-bandeira se destacaram na noite.

“Foi bom. Hoje a gente resolveu curtir o ensaio, estamos trabalhando o ano todo e nada mais justo que tirar a pressão do pessoal e deixar eles se divertirem. Acho que valeu a pena”, opina o presidente Paulo Serdan.

Samba-Enredo

De forma estratégica e por pedidos da diretoria, o intérprete oficial Freddy Vianna realizou apagões para destacar a força do canto da comunidade, atitude que não condiz com o estilo do cantor. Os apagões duravam principalmente no refrão principal e algumas vezes na segunda estrofe.

“Hoje a gente tava fazendo com que o componente cantasse, faze-lo sentir esse clima maravilhoso do Anhembi, pra que no dia ele tomasse a frente e cantar mais do que o carro de som, é isso que a gente espera. Por isso que tomamos essa postura e deu muito certo”, destaca o intérprete oficial Freddy Vianna.

Evolução

A direção da escola segue uma ideologia de deixar a escola mais solta, onde os componentes desfilam livres e sem demarcar espaços. O ato da uma sensação de desorganização dentro das alas, e o reconhecimento pra diferenciar cada folião dificulta também. O dia chuvoso afetou a ida de alguns componentes para o ensaio, fazendo com que a agremiação entrasse na avenida com um número inferior ao proposto.

“Todos que puderam acompanhar a concentração ouviu que o presidente pediu pra gente brincar, e todas entrevistas que dei eu falei ‘é possível sim fazer carnaval com cara de carnaval, um desfile brincando de fazer carnaval’, e foi isso que a Mancha Verde fez. Todos que viram a Mancha, viram uma escola descontraída, uma escola cantando com uma evolução muito solta, fugindo dos padrões do carnaval atual. A gente mostrou que é possível cumprir todos os regulamentos do carnaval, mas também fazer um carnaval solto, e isso não é proibido”, diz o carnavalesco Jorge Freitas.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O casal oficial, Marcelo e Adriana, mais uma vez demonstraram bom entrosamento e chamaram a atenção pela simpatia que transmitem. A porta-bandeira traz consigo um domínio preciso do pavilhão no momento do bailado e transmite diferentes sentimentos através das reações do rosto.

Harmonia

Os apagões da bateria, junto as deixas do carro de som, influenciaram positivamente no canto da escola. O componente se animava, pulava e sambava com muita empolgação. Alguns setores não acompanharam a animação imposta pela escola.

Bateria

A Puro Balanço, do mestre Maradona, manteve a mesma postura em comparação ao segundo ensaio, bossas em partes determinadas e valorização do canto da agremiação. Presente também no segundo técnico, a direção da bateria trouxe três grandes palanques enquanto estão no recuo. Os ritmistas terminaram o desfile com muita animação.

“Melhor impossível, a gente conseguiu fazer um ensaio melhor que o outro, era a nossa meta, apesar que horário não ajudou, a bateria não estava completa. Rolou tudo aquilo que a gente queria, testamos tudo que queríamos, afinação, equalização, retomada de bossa, e foi muito bom. O saldo é positivo e agora é esperar o grande dia”, apontou o mestre de bateria Maradona.

Comissão de frente

Um dos grandes destaques para o desfile da Mancha Verde será a comissão de frente. A ala surpreende críticos e sambistas desde o início da maratona de ensaios técnico. Na última noite os bailarinos trouxeram os corpos e rostos pintados, junto com o figurino de temática africana. As danças, a expressão facial, domínio da avenida e os gritos dão a sensação de uma cena de teatro à céu aberto.

Outros destaques

Um destaque foi a presença dos antigos mestres da bateria, Caju e Thiago. Os dois acompanharam todo o trajeto da bateria, desde o esquenta até a batucada encerrar o som na dispersão. Ambos foram bem recebidos pela comunidade alviverde.

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