Compositores: Sandra de Sá, Enzo Belmonte, Denilson Sodré, Nilson Kaoma Amorim e Osmar Vítor Luiz
Intérprete: Wantuir

Bahia
Dobra o rum, o cortejo chegou
Pra saudar a nobreza no andor
Realeza e a bela Iansã
Leva o nosso afã, guerreira
Guia o povo de Mangueira
O morro desceu pra lutar, Oyá
Oyá epahey Oyá
Iaiá… a sonhada liberdade
Desafia a claridade
No gingado dessa gente
Iaiá… Pelas ruas da verdade
Exaltar baianidade
Lá onde quebram correntes

Alforria pra quem, senhor?
Eu venci cativeiro
Proibido de ser, africano na cor
*Assentei nos terreiros

Pelos galhos do pai, agô
A cidade é D’Oxum, aieieô
Na mensagem de Exu, o caminho é amor
O meu samba ensinou!

Ventre do meu Salvador
Nasce ao som do pelô, a alma do gueto
Identidade nagô, tamborim, agogô: é som de preto
Fios de conta e axé
Cantos do meu candomblé,
Na pele pintada, ressoa o tambor da Timbalada
A minha escola de alma lavada
Pra vencer… (No ilê aye!)
Oxalá… reflete na igreja do Bonfim
Cortejo ancestral da mãe baiana
Emana esse amor que não tem fim

A Bahia é verde e rosa: Mangueira!
Sou teu filho a desfilar (desfilar)
Toda brisa é ventania, folha seca é poesia
Da herança de além-mar

(Mangueira)
A Bahia é verde e rosa
Sou teu filho a desfilar
Toda brisa é ventania, folha seca é poesia
De além-mar!

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