A direção da Estação Primeira de Mangueira fez reuniões com os funcionários da quadra e do barracão e anunciou a suspensão dos pagamentos de todos os seus colaboradores. O presidente Elias Riche informou para os integrantes que devido à pandemia da Covid-19 e a indefinição sobre a data dos próximo desfile não conseguirá cumprir os compromissos financeiros da Verde e Rosa.

Em nota publicada pela coluna do jornalista Ancelmo Gois, de O Globo, nesta quarta-feira, a decisão de suspensão do pagamento seguirá até que a escola encontre uma possibilidade de receita ou aconteça alguma definição sobre os desfiles para o próximo ano.

A Estação Primeira de Mangueira foi a primeira escola de samba do Grupo Especial que anunciou a total suspensão dos pagamentos dos colaboradores. O site CARNAVALESCO apurou que o número de pessoas envolvidas no corte está entre 40 e 50 funcionários.

Com a declaração mangueirense, infelizmente, o caminho deve ter tomado por outras escolas de samba. Nos bastidores da Cidade do Samba, a notícia era esperada por quase todas agremiações, inclusive, algumas já não estão pagando contas de consumo de luz e água de seus barracões.

Alguns profissionais ouvidos pelo site CARNAVALESCO, que pediram para não serem citados, revelaram que não receberam nenhum valor desde fevereiro de 2020. Alguns artistas já venderam bens, como automóveis, e pensam em trabalhar em aplicativos de transporte como solução para o abandono financeiro.

Os dirigentes já pensam em uma nova plenária na Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) para que seja debatida a questão financeira. Muitos já são favoráveis que a Liga converse com a TV Globo, detentora dos direitos de transmissão dos desfiles, e pegue a primeira parcela da cota da emissora ou que a Liga faça um empréstimo/doação para suas 12 agremiações do Grupo Especial.

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