O intérprete da Estação Primeira de Mangueira, Marquinho Art Samba, participou do programa “Zé Paulo não canta Viradouro”, na terça-feira, e comentou que após lutar muito para assumir um microfone de uma escola de samba pensou por diversas vezes em parar e não realizar o sonho.

“Pensei muito em parar. Por ter passado por várias escolas de samba, as pessoas batiam nas minhas contas, falavam que eu cantava muito, mas a oportunidade não chegava de jeito nenhum. Nem Grupo A, B e Intendente. Meu pai falava que eu tinha voz boa, mas ninguém dava oportunidade nem para defender samba-enredo. Em 2010, eu resolvi parar para cuidar a família e fiquei de fora em 2011. Aí, o Zé Paulo me chamou para abrir shows na Mangueira e acabei aceitando”, revelou.

Art Samba revelou uma curiosidade da sua carreira.

“Foi em 2011. Eu tremia cantando com a quadra lotada. Sabia todos os sambas. Cantei uns 40 minutos sozinho. Quando o Luizito chegou ele me disse que um dia eu seria cantor da Mangueira. Tenho muito carinho por ele. Falou isso pra mim. Um dia ele me deu uma carona e conversamos. Me deu dois conselhos: Mangueira não tem escola igual e cuidado com mulher de Mangueira (risos)”.

Zé comentou que na época a Verde e Rosa tinha três cantores (Luizito, Ciganerey e o próprio Zé) e com apenas um apoio para participar de todos os shows. Luizito morreu em 2015.

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