Por Matheus Mattos. Fotos: Felipe Araújo/Liga-SP

Segunda escola do Grupo Especial a realizar o ensaio técnico, na noite de sábado, no Anhembi, os Gaviões da Fiel entraram na avenida ainda com chuva, que amenizou durante o treino. Em comparação ao primeiro ensaio, a agremiação demonstrou maior organização no quesito evolução. Canto forte, coreografia da comissão de frente, postura da bateria, que se destacaram anteriormente, mantiveram a qualidade. A dupla de carnavalescos, Paulo Barros e Paulo Menezes, esteve presente no treino.

Comissão de Frente

O quesito promete muitas novidades para o desfile, principalmente, por trazer um enorme tripé totalmente coberto. A ala traz duas coreografia e 30 componentes, mas apenas 15 se apresentam de cada vez. No treino, os bailarinos vestiram uma regata simples. É importante destacar que, a coreografia trabalha o sincronismo e reações no rosto. Interação com a plateia também foi bastante visto.

Bateria

Diferente do “padrão”, a bateria subiu apenas depois da segunda passagem do samba. A Ritmão trouxe uma variedade de bossas, arranjos e desenhos de tamborins bem elaborados, mas sem exceder na ousadia. A paradinha no trecho “Quantos sentimentos me levam” chamou a atenção. A bateria fecha no primeiro tempo, contém desenhos de surdos de marcação e frases de caixas.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal Wagner Lima e Gabriela Mondjian bailou com a tradicional roupa preta, mas dessa com detalhes dourados. Pelo fato a pista estar molhada, o mestre-sala optou por remover os sapatos e evoluir com usando apenas meias. A porta-bandeira dançou com tênis. Observados em frente ao setor A, a dupla demonstrou bom entrosamento, passos clássicos e cortejo realizado com segurança.

Harmonia

Assim como foi no primeiro técnico, o quesito manteve a ótima qualidade. O samba tem pontos de explosão e melismas estratégicos, sem exageros. Ou seja, a estrutura do samba facilita o componente cantar e respirar. Por exemplo, o refrão principal exige um canto explosivo. Agora, o início da segunda estrofe já é mais cadenciado, e proporciona uma sensação de descanso até chegar na parte “Eu sou”. Baseando exclusivamente na intensidade do canto, a ala 04 demonstrou muita força.

Evolução

O quesito apresentou uma evolução considerável, mesmo com a chuva atrapalhando os componentes em alguns momentos. Primeiro ponto de destaque: organização até com a separação das cores das bexigas. Cada ala trazia os desfilantes com o objeto nas mãos, porém a cor alterava conforme as alas. A única que diversificou foi a ala 14. Outro ponto: harmonias a frente das alas. Em muitos momentos, eles eram os responsáveis por evitar a invasão de alas, principalmente, nos componentes dispersos. Além disso, eles também ditaram o ritmo. No segundo refrão, a escola realiza um passo que, observado por cima, causa um agradável efeito visual.

Samba-enredo

Assim como citado acima, o samba se destaca pela fácil compreensão. Além de servir como um guia bastante claro do desfile, a obra é facilmente decorada. O carro de som teve um desempenho seguro e objetivo. As cordas tem pequenos arranjos durante o samba.

Outros destaques

O primeiro destaque positivo dos Gaviões foram as baianas. As mulheres estavam vestidas com uma camiseta com o logo da escola e saiote dourado, que brilhava conforme as luzes do Anhembi refletia. Cerca de 50 baianas ensaiaram. O segundo ficou por conta do segundo casal. Mesmo com a chuva, a dupla ensaiou fantasiada e, como ostentavam o pavilhão do enredo, o vermelho e amarelo combinaram da dupla combinaram perfeitamente. O terceiro destaque foi a ala 23. As mulheres vestiam saiotes e seguravam uma bandeira com o mastro na cintura. Considerando a proposta do enredo, imagina-se um uma ala que retrata o amor pela escola de samba.

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