O Museu do Samba recebeu, no último dia 20 de junho, um dos maiores mestres de bateria do carnaval carioca para gravação de depoimento para o acervo audiovisual da instituição. Mestre Ciça, comandante da bateria da Unidos do Viradouro, foi entrevistado pelo pesquisador Vinicius Natal e pela gerente técnica do museu, Desirrée Reis, dentro da programação do projeto “Memória das Matrizes do Samba no Rio de Janeiro”, que documenta histórias e memórias de personalidades do samba e do carnaval – cantores, compositores, mestres de bateria, porta-bandeiras, passistas e outros profissionais da folia.

Foto: Divulgação

Mestre Ciça relembrou o início de sua trajetória, tocando agogô de duas bocas em sua “escola do coração”, a Unidos de São Carlos, hoje Estácio de Sá. O sambista falou sobre momentos marcantes, como o ano em que desfilou na Viradouro com a bateria em cima de um carro alegórico, além de detalhar sua experiência de 34 anos à frente de ritmistas em escolas como Unidos da Tijuca, União da Ilha e Grande Rio.

Os depoimentos para o projeto “Memória das Matrizes do Samba no Rio de Janeiro” contam com o apoio do Ibram – Instituto Brasileiro de Museus. O acervo possui relatos de mais de 160 nomes, entre eles Nelson Sargento, Monarco, Tia Surica, Haroldo Costa, os mestres de bateria Odilon, Casagrande e Jorjão, o lendário mestre-sala Delegado, e as porta-bandeiras Selminha Sorriso, Dodô da Portela e Vilma Nascimento.

O material está disponível para consulta e pesquisa, mediante agendamento pelo e-mail [email protected]

Comentários