Por Lucas Santos

A bateria da Mangueira passou diferente na Sapucaí em 2019. Sob o comando do estreante mestre Wesley, além de um andamento mais lento e mais tradicional da escola em relação aos últimos anos, bossas e até um batida marcial foram apresentadas e caíram no gosto do público.

O trabalho de preparo não foi fácil, mestre Wesley chegou a ter a descrença de algumas pessoas da escola em relação a efetividade dos efeitos criados para o desfile, mas conseguiu superar a desconfiança e conseguir um feito que já não era realizado por nenhum mestre da Verde e Rosa desde 2001.

“É o sentimento do dever cumprido. Quando eu propus estas maluquices que nós fizemos na Avenida, o pessoal ficou meio receoso, tinham medo de dar errado, mas ainda sim aceitaram. E está aí o resultado, nota máxima depois de 18 anos, agora é colher os frutos”.

O pensamento do mestre de bateria é continuar na escola, mas claro terá ainda que esperar pelas eleições de abril na escola para confirmar sua permanência. E a partir desta confirmação, o mestre já tem um objetivo bem definido para desenvolver ainda mais a “Tem Que Respeitar Meu Tamborim” na busca pelo bicampeonato.

“O meu pensamento é dar continuidade a esse trabalho e abrir uma escolinha para o pessoal de fora. Há um pensamento que corre por aí de que a bateria da Mangueira é muito fechada, e nós queremos acabar com isso e mostrar que nela tem gente de fora sim, e através também das escolinhas incluir na bateria aqueles novatos que estiverem preparados”.

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