Mestres de bateria do Salgueiro celebram os 30 pontos na estreia

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Por Diogo Cesar Sampaio

A dupla de irmãos Guilherme e Gustavo recebeu a tarefa de substituir mestre Marcão no comando da bateria Furiosa. Em meio a um dos períodos mais complicados da história da Academia do Samba, os dois tiveram, ao todo, apenas dois meses para realizarem seu trabalho. E o pouco tempo não foi empecilho para atingirem a nota máxima, com o descarte. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, os irmãos fizeram sua avaliação acerca da apresentação e do julgamento. Eles ainda comentaram sobre como foi a transição na liderança dos ritmistas salgueirenses.

“Eu acho que foi bom. Garantimos o ponto, trouxemos a nota máxima para escola. Nesses dois meses da gente como mestre de bateria, com uma diretoria metade nova, tem coisas que só com mais tempo vamos conseguir acertar. A própria tensão de assumir o posto, e em apenas dois meses, colocar uma bateria como o Salgueiro na Sapucaí, não é tão simples assim. Mas deu certo. Conseguimos os 30 pontos, nossa avaliação é positiva”, argumenta Guilherme.

“O desempenho para a gente ter ganhado os 30 pontos, a nota máxima para escola, tem que ter sido bom. Foi uma troca turbulenta, assumimos em um momento difícil para escola, mas conseguimos reverter esse quadro, trazer a galera para gente e deixar ela feliz. Algumas pessoas até retornaram para a bateria da escola, galera que é cria do Salgueiro, galera que tocava na Aprendizes (do Salgueiro, escola mirim), os diretores, outros ritmistas. Pessoal retornou a escola, colocou o coração na ponta da baqueta, e conseguimos chegar a essa nota. Com certeza, para o ano que vem, vamos acertar alguns ddetalhe e incluir algumas coisas que temos em mente. Graças a Deus, nesse carnaval, deu tudo certo. A gente está bem feliz e a bateria também”, garante Gustavo.

Os irmãos terão a oportunidade de desenvolver um trabalho com mais tempo, podendo assim, inserir a sua identidade e características na bateria Furiosa. E, segundo Gustavo, esse é o objetivo de agora em diante.

“Ainda não posso adiantar nada do que queremos fazer na bateria. Eu e o Guilherme ainda vamos sentar para planejar algumas coisas. Mas com certeza, mais para frente, se quiserem chegar lá na quadra para acompanhar esse trabalho junto com a gente, sintam-se a vontade”.

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