Emoção e improviso. Foi com essa mistura que Milton Cunha conduziu a abertura da Cerimônia de Lavagem da Marquês de Sapucaí, neste domingo. A celebração, que já faz parte do calendário do Rio era, anteriormente, feita pelo ator Milton Gonçalves, que segue internado no Hospital Samaritano, após sofrer um acidente vascular cerebral isquêmico (AVC), na última segunda-feira. Debaixo de uma tempestade, o comentarista de carnaval usou de toda a sua capacidade de improvisação e contou com a participação do público presente no Sambódromo para abrir oficialmente o evento e, ainda homenagear Gonçalves, que deve ficar fora do carnaval. * VEJA AQUI FOTOS DA LAVAGEM

“Milton Gonçalves é uma referência, um grande ator. As pausas, as respirações que ele utiliza, são sempre um aprendizado. Acontece que hoje (neste domingo) foi caótico, era muita chuva e o texto do Cláudio Vieira dissolveu no meu bolso, então eu não tinha texto aí tive que dar uma improvisada com o que eu lembrava”, revelou Milton Cunha, que decidiu falar de superação, algo que Milton Gonçalves sempre deixava presente em seus discursos.

“O Milton (Gonçalves) sempre fala da superação, da força do sambista, do que fato que o sambista tem que tirar não do dinheiro, mas do ziriguidum a sua força, aí engatei nisso, mas chovia demais… foi muito emocionante porque a bateria logo rufou por ele, depois pedi os aplausos da multidão e ela respondeu à altura, então foi uma grande homenagem”, relembra.

Após participar da cerimônia e desfilar pela Marquês de Sapucaí acompanhado pelas baianas que faziam a lavagem e, por representantes das escolas de samba do Rio, Milton Cunha assistiu ao ensaio técnico da Mangueira no camarote Vivant ao lado do marido e amigos. Sem perder nenhum momento da passagem da Estação Primeira, o comentarista falou ao site CARNAVALESCO sobre a expectativa para o Carnaval 2020.

“A grande expectativa é que o dinheiro não define o carnaval. Acho que vai ser um carnaval de muito samba no pé, luta de bateria, samba… Acredito que vá ser maravilhoso porque quando não temos dinheiro a gente tira recursos da criatividade. Não tem mil plumas de faisão, mas tem uma pena de pato na sua cabeça e você canta com uma felicidade que ninguém tira isso de você”, aposta Milton.

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