Com o enredo ‘O Vendedor de Orações’, a União da Ilha, quinta escola a desfilar na noite de quarta-feira, brilhou na Marquês de Sapucaí. O
primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Marlon Flores e Danielle Nascimento representaram a fé do escravo Zacarias, semente que espalhou por
todo País, não apenas um grito de liberdade, mas um apoio àqueles que acreditam nas forças no bem e nos poderes. Com roupas adornadas com fitas, medalhas, crucifixos, terços e outros símbolos de devoção, o casal representou a fé do povo.

A Porta-Bandeira Danielle Nascimento não esconde a emoção ao homenagear a senhora do Brasil, que leva uma multidão de devotos ao Santuário para pedir, agradecer e colocar as intenções.

“A minha relação com Nossa Senhora é muito linda e especial. Minha mãe faz promessa a Aparecida e pede que eu cumpra. Sou muito devota dela e da minha Exú, ela sempre esteve comigo e me abençoou. Em 2017 fui abençoada na Portela e tenho certeza de que vai me abençoar esse ano outra vez”, declarou Daniele Nascimento.

O pavilhão encarna a bandeira, que pode mover céu e terra, unido a padroeira do Brasil. “Viemos falando um pouquinho do milagre que ocorreu
com Zacarias, que a partir desse acontecimento ficou responsável por transmitir a fé em Nossa Senhora Aparecida e falar sobre a história dela. Não era muito devoto, depois que a escola escolheu esse tema como enredo, pesquisei mais sobre
ela e tenho muito carinho”, revelou Marlon.

Vendedores de oração, guardiões de relíquias, oferendas, romarias e outras alas renderam homenagens à Mãe Preta. Com a fé em Nossa Senhora Aparecida, a Ilha celebrou a vida, ao derramar samba e religião.

“A relação samba e carnaval é muito importante, pois o contato com a religião é algo natural”, opinou Marlon. “Eu trabalho e desfilo com muita fé, isso me fortalece no carnaval”, ressaltou Danielle com um brilho no olhar.

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