A Portela informou o falecimento de Ezequiel Souza de Brito, também conhecido como Miguel Boca de Ouro, sócio benemérito e membro do Conselho Deliberativo da agremiação. Ele tinha 74 anos e sofreu uma parada cardíaca na madrugada de terça-feira, no Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, onde estava internado desde o último sábado, após ter um AVC.

O sepultamento será nesta quarta-feira, às 14h, no Cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita, na Baixada. O velório começará às 11h.

Cria de Nilópolis, Ezequiel estava no samba desde muito cedo, por influência do pai, que participou dos primeiros anos da escola Vizinha Faladeira, na década de 1930, e do início das atividades da União das Escolas de Samba, a primeira entidade representativa das agremiações de samba.

Ezequiel se orgulhava de ter herdado o livro com a ata de fundação da entidade, documento que tem as assinaturas de diversos pioneiros do carnaval, como o lendário Paulo da Portela, nosso fundador. Era comum, por exemplo, ver o conselheiro exibindo a relíquia para amigos e portelenses mais novos durante as feijoadas.

Policial militar aposentado (terceiro sargento), ele também foi presidente da extinta Unidos de Nilópolis (seu grande amor, além da Portela) e da Imperial de Nova Iguaçu (antiga Imperial de Morro Agudo). Integrou, ainda, as diretorias da Estácio de Sá e Beija-Flor de Nilópolis, e teve uma curta, mas importante passagem pela Acadêmicos do Grande Rio.

O envolvimento com a Portela veio a partir da amizade que tinha com o ex-presidente Carlinhos Maracanã, de quem se tornaria grande colaborador na escola. Após um período afastado, retornou em 2013, com a eleição de Serginho Procópio e Marcos Falcon. Desde então era membro do Conselho Deliberativo. Gostava de sentar para conversar na secretaria da quadra e fazia questão de visitar o barracão dias antes do desfile.

No último carnaval, Ezequiel desfilou pela diretoria. No mês de março, marcou presença na Feijoada da Família Portelense e participou no palco da homenagem que o presidente Luis Carlos Magalhães fez ao músico mangueirense Carlinhos Pandeiro de Ouro.

Nesta terça-feira, feriado de Tiradentes, ele iria comemorar seus 74 anos (o aniversário foi em 28 de março) no Portelão, com um baile animado pelo conjunto Os Devaneios. O evento, no entanto, havia sido cancelado por conta da pandemia. Viúvo, ele deixa cinco filhos e vários netos.

O presidente Luis Carlos Magalhães, o vice-presidente Fábio Pavão, os membros do Conselho Deliberativo e toda a diretoria da Portela se solidarizam com os familiares e amigos de Ezequiel. Muita força a todos!

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