Por Gabriella Souza

Pelas mãos de Djeferson Mendes da Silva o carnaval do Rio está oficialmente aberto. O novo Rei Momo da cidade foi coroado neste domingo, durante o evento de abertura da folia, organizado pela Riotur, na Praia de Copacabana. A missão de Djeferson esse ano será ainda maior com o novo projeto da prefeitura de um carnaval com 50 dias, começando a partir deste 12 de janeiro. Como ressalta o novo Rei Momo emocionado após sua coroação.

“Serão 50 dias de festa e de muita folia. O carnaval é o maior patrimônio histórico do Rio de Janeiro e convido a todos para que venham curtir conosco essa grande festa. A minha primeira ordem minha como Rei Momo é realizar um grande e belíssimo desfile e proporcionar um excelente carnaval e um ótimo reinado” conta Djeferson com entusiasmo e emoção.

A chave da cidade é um dos símbolos mais tradicionais do carnaval, o objeto que foi desenhado pelo ex-funcionário da Riotur, José Geraldo de Jesus, conhecido como Candonga, é o mesmo desde 1976 quando foi confeccionada. Candonga morreu em 1997, mas deixou para os seus herdeiros a tarefa de entregar ano a ano a chave da cidade aos novos coroados. Djeferson se diz lisonjeado e orgulhoso de poder receber essa chave das mãos de um representante da família tradicional de Candonga.

“Ser Rei Momo representa uma tradição, a cultura viva da nossa cidade. Como eu falei durante a minha apresentação, eu sempre frequentei o Terreirão e a Apoteose, desde criança, algo tradicional para mim. E, hoje eu estou aqui, porque confiei e acreditei que eu poderia conquistar isso. Estou aqui com essas lindas meninas, a rainha e as princesas e podendo ser o novo Rei do carnaval do Rio. Esse momento de receber a chave da cidade foi muito especial para mim já que também venho de uma família tradicional. Receber a chave de alguém como eu mostra que nós somos capazes de conquistar tudo o que sonhamos”.

Em seu discurso de apresentação, Djeferson recitou o poema “Às vezes me chamam de negro”, de Carolina Soares, que fala sobre empoderamento negro e ainda deixa um recado para quem ainda não apoia o carnaval.

“O carnaval é a maior festa que tem e o que falta é que as pessoas possam confiar verdadeiramente no carnaval. Nós que somos cariocas e sambistas isso já vem de berço, eu que moro na Praça Onze lembro quando minha mãe me levava para o Terreirão do Samba para poder pular carnaval e ver os outros concursos quando ainda eram lá. É a melhor festa que nós temos, o grande símbolo do Rio de Janeiro”.

Djeferson assume sua paixão pela escola de samba Estácio de Sá e diz desfilar todo ano, mas que nesse irá honrar a oportunidade de desfilar com sua corte.

“Como o Rei da Folia, não faltará da minha parte, sangue, samba no pé e muita folia. Estamos aqui para poder representar o nosso carnaval e a nossa cidade da melhor maneira possível, com muito fôlego, e, afirmo, estamos todos preparados”.

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