Compositores: Júlio Alves, Cláudio Russo, Jorge Arthur, Silas Augusto, Chico Alves e D’Sousa

UM SAMBA FADADO
AO MAR DO OUTRO LADO
A PESCAR HISTÓRIAS, MEMÓRIA ANCESTRAL
VIAJA NA BRUMA DA BRANCA ESPUMA
PRA ENCANTAR NO CARNAVAL
VAI BUSCAR
NO VERDE OCEANO O HERÓICO ODISSEU
QUE ALÉM DO EGEU NÃO SE AMEDRONTOU
COM UMA RAINHA TÃO SÓ E CARENTE
MULHER OU SERPENTE QUE JUROU O SEU AMOR
A BEIRA DO TEJO NASCIA LISBOA
A MUSA DAS LOAS DOS SEUS MENESTREIS
NA PRAIA BRAVIA O OURO ESCORRIA
E O GUARDIÃO EMERGIA DAS MARES

PÕE NO BALAIO UM PUNHADO DE MAGIA
DAS DIVINDADES QUE INVADIAM O LUGAR
PÕE NO BALAIO E AMASSA COM CARINHO
QUE DO CACHO EU FAÇO VINHO
PRA COLHEITA FESTEJAR

N’ALMA DO FADO MIL E UMA NOITES
DOCES SABORES, VELHO SABER
AMAR O FADO IR A MATAMBA, HERDAR O SAMBA, IFÁ, DENDÊ
PORTUGAL DAS GLÓRIAS QUE REVELAM O PASSADO
AO MONSTRO QUE SANGROU ESCRAVIZADOS
E VEIO APORTAR NO MAR
QUE BRILHA SOB O CÉU DE VERA CRUZ
UM BANHO DE ALFAZEMA QUE CONDUZ
O SANTO ROSÁRIO E O POVO DE FÉ
PRA CANTAR O FADO TIJUCANO
MACUMBADO DE AMÉM E AXÉ

GIRA BAIANA PERFUMADA DE ALECRIM
QUE A UNIDOS DA TIJUCA DEFUMA NO BENJOIN
RODA NA GIRA A SAIA DE LINHO RENDADO
QUE O FADO VIRA SAMBA, E O SAMBA VIRA FADO

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