Compositores: Paulinho Bandolim, Guilherme Sá e Edgar Filho

Clamo a presença dos ancestrais
Arde a chama na candeia
Reluz os seus ideais
Livre, o samba faz escola
Manifesto no terreiro
Sou quilombola
Vou de pé no chão
Resgatar a pureza dos meus carnavais
O novo pavilhão
Foi Oxum quem bordou de dourado e lilás

Vem maracatu do caboclo lanceiro
Dança o caxambu, jongueiro
Saravá lundú, afoxé, capoeira
No rabo de arraia não leva rasteira

*Puxa o partido pro mestre versar (Candeia!)*
*Firma na palma da mão a noite inteira*
*Risca no amoladinho, ioiô*
*Ô iaiá, vem mexer com as cadeiras (vem sambar)*

Sou da arte negra sentinela
Um quilombo em cada favela
Contra toda forma de opressão
Sou a poesia sem mordaça
Tambores em dia de graça
Heróis e heroínas da abolição
Sou o canto forte de Palmares
A vibrar pela cidade
Um grito sufocado a resistir
Inspiro a verdadeira liberdade
Valeu, Zumbi

*Quem leva a noite na cor*
*De verde e branco é rei*
*Mostra seu valor*
*No Império da Tijuca*
*Negritude é lei*
*(Negritude é lei, é lei)*

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