Os bastidores da preparação dos 20 refugiados que desfilaram nos Acadêmicos do Salgueiro no carnaval 2022 serão mostrados através de documentário que será lançado nesta terça, 21 de junho, no Rio de Janeiro. A obra, com duração de 30 minutos, tem direção de Beca Furtado.

Selecionados pela Cáritas e pelas Aldeias Infantis SOS Brasil em uma parceria entre a ACNUR (Agência das Nações Unidas para Refugiados) e a escola que completará 70 anos em 2023, angolanos, marroquinos, congoleses, sírios e venezuelanos que viveram pela primeira vez a experiência de desfilar em uma escola de samba. A participação, registrada passo a passo, contou com 03 meses de ensaios da comunidade, onde os novos salgueirenses se integraram à escola em uma importante passagem pela Marquês de Sapucaí representando o enredo “Resistência”.

“Apesar de o enredo do Salgueiro ter tido o foco na resistência cultural preta, nós abraçamos esta parceria porque é importante, diante do cenário em que vivemos, ter a escola de samba levando a mensagem de respeito, valorização e reconhecimento a todas as minorias, o que inclui as pessoas refugiadas. O samba sempre foi um território democrático e acolhedor, um espaço de luta e de resistência. Levar a questão aos olhos da massa é poder dar oportunidade de visibilidade e de crescimento aos que chegam ao Brasil em busca de uma vida melhor, seja em consequência dos conflitos em seus países ou por quaisquer outras razões”, diz André Vaz, presidente da agremiação que pensa em estender a parceria com a ACNUR a outros níveis.

O lançamento do documentário acontecerá acontece na sede da Aldeias Infantis no Itanhangá e é restrito a convidados. Segundo o gestor da escola de samba, os esforços para a inclusão dos refugiados tendem a ir além do desfile e serão divulgados em breve.

“Quem sabe não fazemos uma exibição na quadra da escola? Eles agora são parte da nossa comunidade e ficaremos felizes em tentar viabilizar esta ação”, comenta Vaz.

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