Para provar a existência de Tereza de Benguela, figura central do enredo “Uma rainha negra no Pantanal”, Joãosinho Trinta conseguiu que o então Prefeito de Cuiabá, Dante de Oliveira, fretasse um vôo para os sambistas da escola e jornalistas da crônica carnavalesca. Os sambistas fariam um show na Universidade de Cuiabá e os jornalistas conheceriam as ruínas do Quilombo do Quariterê, onde Tereza reinou. Aconteceu em novembro de 1993. Glória Maria desceu de helicóptero no Rio Cuiabá, onde gravou matéria para o Fantástico; nós fomos no avião com a Escola, ao lado de Albeniza Garcia, Salete Lisboa, Solange Duart, Denise Ribeiro, Jorge Marinho e outros colegas.

O show na universidade pegou fogo. Ao final, o público invadiu a quadra para sambar ao lado de passistas e baianas, ao som da bateria. As socialites cuiabanas ficaram loucas com os integrantes da comissão de frente, formada por negros tipo NBA.

Na manhã seguinte, um senhor compareceu à portaria do hotel onde a delegação estava hospedada. Nervoso, dirigiu-se à recepcionista, mostrando uma foto:

– Por acaso, você viu esta senhora passar por aqui?

A recepcionista balançou, pensando em confusão com a polícia:

– Não vi, não. Por que?

– É a minha mulher. Saiu ontem à noite para assistir um show da Viradouro e ainda não voltou.

O enredo da Viradouro inseriu Tereza de Benguela na História do Brasil

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