Por Philipe Rabelo

O retorno de Paulo Barros à Tijuca gerou grandes expectativas em torno do desfile da escola do Borel. O carnavalesco tirou a escola do jejum em 2010, foi vice em 2011, campeão novamente em 2012, terceiro em 2013 e no ano seguinte colocou mais uma vez o pavão tijucano na primeira colocação. Tais fatos fizeram que Paulo entrasse para a história da agremiação.

Muito se esperava dos carros opulentos, que só funcionam na Sapucaí, das comissões de frente impactantes e de um enredo coeso. Mas a quarta-feira de apurações foi rude com o tijucano. Alegorias levaram 29,6, fantasias 29,7 e a comissão de frente, falha em todas as cabines, recebeu 29,4. Somando as notas dos nove quesitos subtraindo o décimo perdido por infringir o regulamento, a Unidos da Tijuca terminou o carnaval 2020 apenas na 9ª colocação.

Entretanto, a má classificação não abateu o presidente Fernando Horta. O dirigente afirmou que os profissionais da Tijuca não são avaliados pela diretoria no desfile, e sim pelo trabalho feito durante o ano.

“As notas não discutimos. Não fazemos avaliações de nossos profissionais pelas notas. A avaliação é feita pelo trabalho durante o ano. Está muito cedo, vamos sentar e analisar tudo. Esse carnaval foi muito estressante, tanto fisicamente quanto financeiramente. Vamos esperar uns 30 dias para ver novos rumos”, disse.

Sobre Paulo Barros, Horta foi sucinto.

“Paulo é nosso carnavalesco, só sai se ele quiser”, concluiu.

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