Portela grava seu samba para o CD e portelenses louvam Clara Nunes

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A Portela fez na tarde desta sexta-feira, na Cidade do Samba, a gravação do seu samba-enredo para o CD do Grupo Especial de 2019. A escola levou mais de 500 pessoas para o espaço. O maior contingente para quem gravou no horário da tarde.

Responsável pelo desenvolvimento do enredo sobre Clara Nunes, a carnavalesca Rosa Magalhães foi ovacionada pelos portelenses ao ser anunciada. * VEJA AQUI FOTOS DA GRAVAÇÃO

O presidente da escola, Luis Carlos Magalhães, enalteceu o trabalho da produção do disco e o conhecido do coordenador Laíla.

“O nível de precisão da gravação é impressionante. Qualquer aspecto que esteja fora é refeito. Isso é legal que a gente pode perceber o quanto é difícil a produção. O Laíla possui um conhecimento técnico muito elevado. Não é à toa que ele produziu todos os álbuns. A comunidade da Portela gosta pra caramba, vem mesmo, não importa a hora. Acho que nosso samba tem muita qualidade. Antes de ser presidente eu confesso que torcia que o samba da Portela fosse o melhor de todos. Hoje acho o mais importante a escola escolher o samba. É claro que tem de ser bom, mas se você escolher aquilo que a escola deseja você alcança um nível de desfile elevado com mais facilidade”, disse.

Antes de gravar o coro do samba a comunidade portelense fez uma reza. O presidente pediu um salva de palmas para a ala de compositores da Portela. A porta-bandeira Lucinha Nobre foi incorporada de Clara Nunes. Gilsinho, intérprete da escola, frisou que o samba deixou os integrantes muito motivos.

“Graças a Deus temos uma identidade legal com a Portela, isso me merca bastante. Isso é legal para caramba. A Clara Nunes é minha madrinha, meu pai foi músico dela. Eu quero que o nosso samba passe a emoção que ela passava para o seu povo. O samba foi alterado a pedido da diretoria pois o autor de ‘O Cantos das três raças’ não liberou a faixa que cita a obra dele. E outras mudanças pontuais, mas isso não alterou a essência. Nossa comunidade gosta de cantar e está super motivada como vocês puderam ver aqui”, disse o cantor.

Comandada por mestre Nilo Sérgio, a Tabajara do Samba conduziu a gravação em um andamento de 142 BPM (batidas por minuto). O tom adotado foi o Mibemol Menor.

“São 13 gravações à frente da bateria da Portela, é sempre prazeroso poder representar a escola que a gente ama. O samba é maravilhoso e toda a escola queria esse samba. Está com cheirinho de campeonato. Gravamos em um andamento que não possibilita que o samba ande muito, pois quem corre é cavalo não é bateria de escola de samba. Vamos fazer um guerê na cabeça no epa-hei, com a batida de caixa mudando, fazendo um jongo. Embaixo invertemos o surdo. Já falei com a escola que para falar de Clara tem que bater cabeça”, explicou o mestre.

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