A diretoria do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela lamenta informar a morte do músico Dinho Santiago, membro da Velha Guarda Show da escola. Ele tinha 39 anos e sofreu uma parada cardíaca nesta quinta-feira, na UPA de Santa Cruz, onde estava internado desde quarta-feira, após sofrer um infarto. O sambista seria transferido nesta sexta-feira para o Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro, no Humaitá, onde faria um cateterismo.

Jorge Luiz Santiago de Sá, seu nome de batismo, começou no samba tocando em grupos de pagode da Zona Oeste, na década de 1990. Após participação na banda base de uma rádio na Costa Verde (RJ), passou a integrar a bateria Tabajara do Samba, em 2003. Anos depois, por volta de 2007, começou a se apresentar esporadicamente com a Velha Guarda Show da Portela na percussão. Em 2014, tornou-se membro efetivo do grupo, que está completando 50 anos de carreira, destacando-se em instrumentos como tantã, repique, tamborim e outros. Tinha, ainda, presença cativa em todas as edições da Feijoada da Família Portelense.

Nos últimos anos, disputou samba-enredo na Portela dentro da parceria conhecida como Samba dos Crias. Formado por talentos portelenses, o coletivo deu, ainda, origem a um grupo de samba, do qual Dinho era um dos fundadores.

Na Sapucaí, desfilava sempre no último carro de sua escola do coração, ao lado dos demais membros da Velha Guarda Show. Muito amigo do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, Dinho convidou o atleta para desfilar em algumas ocasiões.

Fora da música, o sambista desempenhava a função de técnico em manutenção de computadores. A família ainda não informou o horário e o local do sepultamento. O presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, o vice-presidente Fábio Pavão e toda a diretoria se solidarizam com os familiares e amigos de Dinho neste momento de dor.

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