Se fosse uma competição de incentivo a cultura dos desfiles das escolas de samba, a Prefeitura de São Paulo venceria com o pé nas costas a Prefeitura do Rio de Janeiro. O poder público, comandado por Bruno Covas (PSDB), possui grande sinergia com as escolas de samba e seus representantes. Prova é a presença do prefeito na Fábrica do Samba, no início de dezembro, para a festa de lançamento dos sambas de 2019. No Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) é totalmente ausente dos eventos carnavalescos. Não visita a Cidade do Samba, quadras, não entregou as chaves da cidade para o Rei Momo em seu primeiro ano de mandato, e muito menos pensa em ir ao Sambódromo assistir aos desfiles.

O ponto do massacre de Bruno Covas em Marcelo Crivella está no incentivo do paulistano aos desfiles de São Paulo. Em publicação no Diário Oficial, a Secretaria Municipal de Turismo de São Paulo informa que cada escola de samba do Grupo Especial (são 14) vai receber R$ R$ 1.181.546,88 contra R$ 500 mil no Rio. No Grupo de Acesso, as escolas paulistanas (são oito) vão ganhar R$ 783.358,86 cada uma e na Série A do Rio o valor é de apenas R$ 250 mil.

“O contrato de São Paulo com a prefeitura já está assinado. Já recebemos duas parcelas da subvenção e agora em dezembro vamos receber a terceira verba”, garantiu Serginho, em entrevista concedida ao site CARNAVALESCO.

Com o slogan “Rumo ao maior carnaval do Brasil”, a Liga-SP conta com o apoio político forte da Câmara dos Vereadores da cidade e, principalmente, da prefeitura da capital.

“Apoiar o carnaval de São Paulo é apostar na geração de emprego, renda e no turismo”, disse o prefeito.

Marcelo Crivella trava batalhas com as escolas de samba no Rio de Janeiro. Para o Carnaval 2018, o prefeito da Cidade Maravilhosa disse que o corte de 50% da verba era para aumentar a verba da merenda nas creches. Para 2019, o secretário da Casa Civil, Paulo Messina, homem forte de Crivella, disse em entrevista ao jornal O Dia que “a prefeitura não é babá de evento comercial. A prioridade da prefeitura é usar dinheiro público para saúde e educação”.

Porém, quando estava disputando a eleição para Prefeitura do Rio de Janeiro, Crivella esteve na sede da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), prometeu ser parceiro do carnaval e no segundo turno recebeu apoio dos dirigentes das escolas de samba, chegando a cantar o samba do Salgueiro. Na época, o site CARNAVALESCO foi o único veículo de imprensa presente no encontro e a publicação do vídeo repercute até hoje no mundo do samba. Veja abaixo o vídeo.

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui