A Liga das Escolas de Samba de São Paulo promoveu o evento do sorteio para ordem dos desfiles de 2023. O presidente da entidade, Sidnei Carrioulo, comentou algumas questões em relação ao próximo carnaval e, também, fez um balanço geral de tudo o que aconteceu em 2022.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

“Foi um carnaval atípico. Dentro das dificuldades que tivemos, eu acho que foi um grande espetáculo. Tivemos dois adiamentos, verba trincada, perda de receita, mas eu acho que foi tudo bem sucedido perante às dificuldades que a gente teve. Não só a Liga como todas as escolas. Para 2023, a gente vai retomar parcerias. A parte financeira é muito importante para montar o carnaval. Sem dinheiro, não vamos para lugar nenhum. A gente acredita muito na volta dos parceiros, conseguir vender as arquibancadas, ter um reconhecimento maior da Rede Globo, porque terminou o nosso contrato e estamos para renovar agora. Temos várias situações que eu acho que vamos elaborar para fazer um carnaval muito melhor em 2023”, disse em entrevista ao CARNAVALESCO.

O regulamento e critério de julgamento dos desfiles do carnaval paulistano são sempre grandes temas a serem debatidos pelos sambistas. Segundo o presidente, as escolas devem se adaptar. “Todo ano fazemos mudança do regulamento e critério de julgamento e perdemos a sequência das coisas. A regra tem que ser uma só. As escolas devem tem que se adaptar. Não se pode ficar todo ano se adaptando à uma regra. Fica complicado”.

Festa de lançamento dos sambas em dezembro

Sidnei Carrioulo, também comentou sobre a confecção do tradicional CD dos sambas-enredos. “Estamos vendo alguns parceiros que estão para dar resposta, porque hoje o CD não tem fonte de renda nenhuma. Virou só promocional. Hoje, através da internet, até o próprio CD físico se tornou uma peça decorativa. A agremiação que é campeã sempre está querendo estampar a capa e isso é importante para a escola, mas estamos vendo alguns parceiros para bancar esse CD, fazer uma promoção legal e continuar na mesma pegada dos outros anos. Sobre a festa de lançamento, acontecerá perto do dia 2 de dezembro, que é o Dia Ncional do Samba”.

Por fim, o presidente falou das relações que existe com os mandatários das agremiações ligadas às entidades. “A Liga é uma associação diferenciada. O carnaval é diferenciado. Existe uma situação atípica da Liga para as escolas de samba. Cada um dentro da sua escola de samba, é um líder natural dentro daquela agremiação. Depende muito do trabalho que ele faz e do respeito que os componentes. A Liga não é diferente disso. O que é diferente é a questão de lá dentro ter somente líderes. Quando eu lido com a Liga, só me comunico com presidentes de comunidade. São pessoas trazem uma responsabilidade diferenciada do que os componentes de suas escolas”.

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