Os presidentes das 12 escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro marcaram para a próxima quarta-feira, dia 1 de julho, uma reunião plenária, na sede da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) para debaterem o rumo do próximo carnaval. Será o primeiro encontro após os desfiles de 2020 projetando o que pode vir pela frente após a pandemia do novo Coronavírus.

Diferente das plenárias regulares não será possível ter mais de um representante por agremiação e haverá distanciamento entre os dirigentes.

Diferente das plenárias regulares apenas um representante por escola poderá participar. Foto: Henrique Matos

Ainda não é possível ter uma decisão fechada sobre o Carnaval 2021 ser realizado em fevereiro, já que é necessário a descoberta de uma vacina ou remédio contra a Covid-19, mas entre os presidentes ouvidos pelo site CARNAVALESCO é consenso que a reunião é fundamental para o debate entre todos e a orientação do que deve ser feito e qual prazo para que seja tomada uma decisão definitiva.

Conselheiro da Beija-Flor, Gabriel David defende que as escolas esperem até novembro para que seja decidido o que será feito com os desfiles das escolas de samba no próximo ano.

“Se até novembro não puder fazer aglomeração vamos ter que mudar a data ou passar para 2022. É uma discussão muito complexa. Como as escolas vão pagar funcionários, caso a gente não tenha carnaval?”, comentou Gabriel.

Em entrevista para o jornalista Léo Dias, no site Metrópoles, o vice-presidente da Vila Isabel, Luiz Guimarães, citou agosto ou no máximo setembro como prazo que as escolas vão ter para baterem o martelo.

“Acho que temos que ter um prazo limite até agosto, no máximo setembro, para saber se vai ter Carnaval ou não, com tudo que está sendo decidido, questão de vacinas. Provavelmente não vai ter Carnaval. Se tiver, vai ser em maio, junho do ano que vem, uma outra data”, disse Luiz Guimarães.

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