A abertura do Rio Carnaval, no último sábado, na Cidade do Samba, mexeu com o coração dos sambistas. Depois de dois anos, público e componentes das escolas tiveram um gostinho do que está por vir na Sapucaí, em abril. A presidente de ala da Beija-Flor, Néia Nocciole, de 71 anos, disse que o evento serviu para ‘aquecer o coração’.

“Esse evento foi um alívio pra nós que não tivemos o Carnaval em fevereiro. O Carnaval de abril acho que vai ser um pouco mais frio, então essa festa foi um bálsamo para o sambista. Foi muito importante para aquecer o coração, principalmente daqueles que não vão poder ficar e assistir em abril”, disse Néia, que completou:

“Se esse evento continuar para os próximos anos, eu gostaria que tivesse mais conforto para as pessoas que estão assistindo, não só para os camarotes. Mas a organização foi ótima, exigiram o teste da vacina na entrada, o que deixa todos os outros mais tranquilos. Isso foi o mais importante”, emendou.

Quem compareceu ao primeiro dia do evento pôde curtir as apresentações de Imperatriz, São Clemente, Vila Isabel, Portela, Salgueiro e Beija-Flor, além de um show especial do Cacique de Ramos. Torcedor da Unidos da Tijuca, o estudante odontologia, Leonardo Fontes, de 25 anos, rasgou elogios à iniciativa do Rio Carnaval.

“Evento muito bem organizado, divertido e com uma estrutura muito boa montada. A estrutura toda do local me chamou atenção, o show de luzes, o palco, os restaurantes. Eu acho que vai vingar, já estou esperando o do ano que vem. Eu só melhoraria o som do palco para a bateria, porque de longe não deu para ouvir”.

Apresentado por Milton Cunha, o segundo dia do evento tem desfiles de Paraíso do Tuiuti, Unidos da Tijuca, Mangueira, Mocidade, Grande Rio e Viradouro. Quem também marcou presença na Cidade do Samba no primeiro dia foi Igor Soares, carnavalesco do Bloco de Enredos Zimbauê, que desfila na Intendente Magalhães.

“Estou achando maravilhoso, espero que ocorra em outros anos, porque acaba sendo um esquenta para o carnaval. A gente acaba tendo um contato mais íntimo com as escolas. Ao longo do ano a Cidade do Samba não é muito aproveitada, então esses eventos assim são muito bacanas. Eu fiquei bem emocionado e chorei no início das apresentações. É diferente, é uma paixão imensa, o Carnaval é tudo na minha vida”, disse o carnavalesco de 21 anos, antes de encerrar.

“De positivo no evento eu cito a organização, foi tudo muito bem direcionado, respeitaram os horários. Única coisa para melhorar seria colocar algumas caixas de som, ao longo da pista, assim como é feito na Sapucaí, porque quando o carro de som passa, a gente atrás não escuta mais nada. De resto está ótimo”, finalizou Igor.

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