O Carnaval carioca atravessa um dos momentos mais complicados de sua história. Em meio a falta de recursos e ausência de perspectivas, manter uma escola de samba viva se tornou, mais do que nunca, um ato de resistência. O site CARNAVALESCO conversou com Thiago Monteiro, diretor de carnaval da Grande Rio, sobre as dificuldades do momento atual, os projetos durante a pandemia e as incertezas quanto ao futuro da festa.

Segundo o diretor de carnaval, a tricolor de Caxias tem feito todo o possível para diminuir os impactos da crise gerada pelo novo coronavírus. “A Grande Rio conseguiu até agora manter seus funcionários na pandemia. Lógico que através de muito esforço. A equipe de carnaval e seus funcionários administrativos tiveram seus contratos mantidos”, destacou.

Já com relação aos projetos e as apostas em formatos alternativos, como as lives e os shows drive in, Thiago Monteiro relata que a agremiação optou por priorizar a prestação de assistência aos profissionais  e a comunidade da escola. “Canalizamos os esforços na doação de cestas básicas e produção de máscaras para inúmeras famílias de Caxias. Não que as lives de samba, principalmente as que se destinam a arrecadação de fundos para apoio à famílias necessitadas também não sejam fundamentais, são igualmente instrumentos importantes de ajuda neste momento. A Grande Rio, inclusive, participou de uma grande live promovida pelo site CARNAVALESCO com este objetivo”, relembrou o diretor.

Quanto a realização dos próximos desfiles, que ainda não possuí uma data definida, Thiago Monteiro acredita que é muito precipitado para falar em planejamento. Na visão dele, caso não haja alterações no modelo de apresentação, será difícil a concretização de um Carnaval no meio do ano que vem, sem prejudicar os trabalhos para 2022.

“Qualquer declaração neste sentido agora seria especulação de nossa parte. Sinceramente não vejo como um Carnaval no meio do ano que vem, nos moldes e tamanhos tradicionais, possa acontecer sem prejudicar a produção do Carnaval 2022. Isso no molde e tamanho tradicional. Mas se acontecer antes do meio do ano, talvez possa ser viável. Mas há inúmeros fatores nesta equação que independem de nós, como a questão da vacina, dos recursos, das fontes de financiamento, etc… Ou seja, qualquer coisa a respeito, no momento, é especulação. O que temos hoje é que a decisão de adiamento do desfile e não cancelamento por parte da Liesa foi extremamente acertada. Todos querem fazer o desfile”, avaliou.

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