Cerca de um quilômetro de distância separam o Berço do Samba da Avenida Marquês de Sapucaí. O intérprete Serginho do Porto sempre lembra essa proximidade, definindo a Marquês como o quintal de casa da escola.

Essa logística representa uma comodidade na hora de preparar o desfile, ainda mais esse ano em que a escola veio maior pois desfilou no Grupo Especial.

Mas essa proximidade para muitos dos foliões traduz uma forma até de orgulho da escola mostrando sua relação com a passarela do samba. Para a administradora Mônica Santos, que desfilou na ala “história dos Parauopebas Força e Trabalho em Carajá”, é uma vantagem em relação às outras escolas.

“Acho ótimo porque está muito próximo e a gente convive sempre com a escola. A escola está sempre de braços abertos pra gente, é tudo maravilhoso. A gente até consegue tirar um pouco de onda com as outras escolas porque é pertinho”.

Para dona Joana D’arc, técnica de enfermagem e baiana da escola, esse orgulho não se traduz em sentimentos ruins como prepotência.

“Eu acho bem confortável e a gente não fica arrogante com isso. A gente acha uma facilidade, é muito bom. Só isso. É simples assim. É muito melhor você ser da comunidade, a Estácio sendo no centro do Rio, onde a gente tem acesso para tudo”.

O passista da Vermelha e Branca, André, lembra que esta questão facilita a comunidade e lembra escolas que que tem sua sede em regiões longe do sambódromo.

“Eu acho que é um privilégio por que muitas escolas são de muito longe, Santa Cruz, por exemplo, é aquele transporte, uma coisa absurda. Então, com a Estácio do lado, é o quintal. É a armação com a comunidade quase já dentro do desfile. O morro é do lado, é vizinho, e isso reflete na força da comunidade”.

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