‘Estou muito feliz. Decidi seguir porque estou em uma escola que me recebeu com todo o carinho e me fez sentir vontade de continuar desfilando’. Essa foi a justificativa dada pela atriz Renata Santos após ter voltado atrás na decisão de se despedir da Sapucaí. A beldade, que acumula no currículo 20 carnavais, anunciou em 2019, que este seria seu último ano na Mangueira e na Avenida. Mas, a Academia do Samba tocou seu coração e agora a musa já faz planos, para quem sabe, interpretar um personagem em “O Rei Negro do Picadeiro”, enredo escolhido pela Vermelha e Branca para o carnaval 2020.

Deixar a Verde e Rosa e dar adeus aos desfiles na Marquês de Sapucaí não é tarefa fácil. Há dois anos Renata amadurecia a ideia de se aposentar. O ano escolhido foi 2019, ocasião em que completaria 20 carnavais. O plano parecia perfeito; desfilar na Mangueira, com a fantasia mais ousada dos últimos 10 carnavais que passou na escola e, ainda uma participação especial na Acadêmicos de Santa Cruz, agremiação da Série A, a convite do carnavalesco e seu amigo Cahê Rodrigues. Mas, a ideia da aposentadoria foi deixada de escanteio após apelo de fãs, familiares e de um convite improvável durante uma festa de aniversário.

“Fui no aniversário da Viviane (Araújo rainha de bateria do Salgueiro) um mês depois do carnaval e lá o presidente do Salgueiro (André Vaz) me chamou para ser musa da escola. Na hora falei que não queria, já tinha parado… Mas ele questionou… ‘Vai parar por quê?’ Ainda na festa a assessora de imprensa da escola veio falar comigo também, que deveria aceitar. Fiquei o aniversário inteiro pensando e as pessoas vindo falar comigo, até que no final da festa, aceitei!, lembra Renata, que fez questão de contar primeiro para a amiga Vivi.

“No final falei com a Vivi, ela ficou muito feliz, me mandou uma mensagem linda, que chorei tanto. Ela gosta muito de carnaval como eu e a gente não pode deixar algumas coisas fazerem você desistir de algo que gosta”, aponta a triz que não revela o motivo real de ter deixado a Estação Primeira.

“Parei porque via algumas coisas que não concordo, acho que as pessoas têm que ser respeitadas no samba. As pessoas se dedicam muito, gastam dinheiro. Eu, por exemplo, sempre paguei minha roupa. A Santa Cruz até me ajudava, na época. As escolas têm que respeitar o sambista, você se doa, então tem uma coisa que ninguém pode tolerar que é o desrespeito, como sambista, como pessoa, como apaixonada pelo carnaval… Então foi por isso que eu segui. Porque estou numa escola que me recebeu com todo carinho e me fez querer seguir”, revelou a musa que já foi rainha de bateria da Santa Cruz, Mangueira e coleciona passagens pela Caprichosos de Pilares, Porto da Pedra e Império Serrano.

Foco em 2020

Passada a euforia do convite para ser musa do Salgueiro, a atriz já faz planos para a segunda-feira de carnaval do ano que vem, data em que pisará na Avenida com a agremiação.

“O enredo é lindo! No lançamento foi a primeira vez que vim ao Salgueiro. Mesmo sabendo há um mês que seria musa, não vinha. Vim nesse dia e foi tudo lindo, me emocionei muito, não conhecia essa história. Apesar de ter feito curso de teatro e faculdade não lembro de terem citado ele. Quando saí da quadra fui fazer uma pesquisa e descobri que é uma história linda, acho que vai dar um caldo maravilhoso, na Sapucaí”, acredita Renata que comemorou como um gol em Copa do Mundo a posição de desfile da agremiação para o Carnaval 2020.

“Estou muito feliz em desfilar na segunda-feira de carnaval, que é geralmente o dia que sai a campeã. Estava torcendo para ser a terceira ou quarta de segunda e quase acertei! Acho que desfilando na segunda começamos com um pezinho à frente (risos). Vamos curtir vamos ser feliz, eu estou muito feliz aqui”.

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