Chegamos na Unidos da Tijuca! Por aqui, há mais de 10 anos, Fernando Costa, comanda o time da Harmonia e tem como diretor musical do carro de som, nos últimos seis anos, o craque Fadico. O trabalho começa assim que o diretor recebe o vídeo da Liesa com imagens do desfile.

“Assim que recebo os vídeos, analiso criteriosamente durante um mês. Em seguida, convoco reuniões por setores da harmonia. Cada qual, faz sua anotação e no final fazemos um resumo, com as considerações de erros e acertos, visando o melhor para o próximo desfile”, disse Fernando.

A próxima fase dos trabalhos, começa quando o enredo é definido. “Assim que é divulgado o enredo, começamos a trabalhar com o tira-dúvidas, disputas de samba, escolha do samba e os ensaios. Sempre um trabalho entre harmonia e som. Os ensaios de quadra são exaustivos, afim de mostrar a força da comunidade tijucana. Nos ensaios de rua, viso treinar o canto e a evolução das alas”, citou o diretor.

Os ensaios na Tijuca, também acontecem de forma separadas por alas, porém, o diretor disse fazer um trabalho diferenciado.

“A minha intenção é diminuir as alas coreografadas ao máximo, para que um trabalho unificado seja feito e de forma mais eficaz. As alas que podem ser melhoradas, marcamos um ensaio separado, para um bom alinhamento da escola”, declarou.

Os jurados estão na Avenida para avaliar o desempenho de cada quesito e, segundo o diretor de harmonia, o conjunto da agremiação é muito bem treinado na Tijuca.

“Sempre peço que a comunidade, de frente para cabines, se volte para os jurados, mostrando nossa força, canto e consecutivamente evolução. Agradar a todos é difícil. Sempre digo ao nosso grupo que o maior desafio é trazer as pessoas consigo, com muita educação. Para que quando precisarmos, tenhamos a comunidade ao nosso lado. Dar respeito, para ser respeitado”, afirmou.

O diretor afirmou ser a favor da divisão de harmonia e canto no critério de julgamento do Grupo Especial.

“Para um melhor julgamento, sou a favor da divisão. Teremos uma avaliação de forma clara e justa para todos. Sempre sugeri uma mesa digital para o som para facilitar o trabalho e evitar correria no dia do desfile”, revelou.

Fadico completou: ““Nosso trabalho é sempre em conjunto, visando as notas máximas para a Tijuca. Quanto ao som, já fomos penalizados algumas vezes, sendo alegado o volume das cordas. Isso não é de responsabilidade da escola”.

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