Por Victor Amâncio

Chegando mais um fim do ano vem a dúvida de onde e como passar a virada. O ano de 2019 para os sambistas foi conturbado por conta da crise que afeta o carnaval mas o réveillon é um momento de esperança para um ano melhor. O site CARNAVALESCO conversou com algumas das estrelas do nosso carnaval para saber como elas receberão o ano de 2020.

O mestre-sala da Portela, Marlon Lamar, vai passar a virada do ano na sua casa em Copacabana, ele vai reunir a família de São Paulo para curtir a virada. Marlon disse que um dos réveillons mais marcantes de sua vida foi o do ano de 2017, ano em que a Portela foi campeã do carnaval e fez o show da virada no palco principal de Copacabana.

“Graças a Deus esse ano estarei de folga, provavelmente passarei em Copacabana, em casa mesmo. Eu uso branco, acredito nessa hegemonia da cor, paz, espiritualidade e sempre tem alguma coisa azul por causa da Portela, não podemos esquecer. Meus familiares vem de são Paulo para passar a virada comigo, mãe, irmãos, vamos passar juntos. O réveillon mais marcante para mim foi de 2017 para 2018, Portela tinha sido campeã e fazer o show no palco principal de Copacabana foi algo que me marcou muito”.

Raphaela, porta-bandeira da Unidos da Tijuca, é mais uma no time das que querem descansar na virada. Focada no carnaval de 2020, ensaiando até praticamente o último dia do ano, Caboclo vai aproveitar que a escola não tem nenhum show programado para o réveillon e vai descansar em casa com a família.

“Eu vou passar a virada em casa, dormindo, descansando. Estou ensaiando muito e tudo que eu quero é descansar. Já fiz shows em alguns anos, um em Araruama e outros dois no Parque Madureira e foram bem legais, o show foi depois da virada, foi bem bacana mas prefiro passar com a família. Nesse réveillon a escola não tem programação e planejei ficar em casa com eles até porque ensaiamos até quase o fim do mês e dia 31 quero estar em casa dormindo com os pés para o alto, mas eu gosto de usar branco, entrar com o ano em paz, pensamento positivo”, indaga a porta-bandeira.

Lucinha ainda não decidiu onde passará a virada mas falou ao site que provavelmente passará em casa descansando com a família. Por conta da rotina pesada de ensaios e trabalhos a porta-bandeira disse não estar pensando no réveillon.

“Provavelmente vou passar em casa com minha família e meu namorado. Quero estar em casa descansando tranquilamente, ainda nem pensei em que roupa ou cor vou usar, estou concentrada nos ensaios e no trabalho”, concluiu Lucinha.

Depois de 15 anos trabalhando no réveillon, mestre Casagrande decidiu descansar neste. Dentre tantos na trajetória shows o mestre relembrou alguns artistas com quem tocou durante esses 15 anos tocando em viradas como Zeca Pagodinho e Daniela Mercury e disse esperar um futuro melhor para o samba, sem os desmandos de representantes do governo.

“Primeiro ano em casa depois de 15 anos trabalhando no réveillon. Decidi ficar em casa descansando até por que dia 2 de janeiro a gente já volta a ensaiar na rua e tomei a decisão de descansar. Tenho muitas boas lembranças, tocamos com grandes artistas como Daniela Mercury, Zeca Pagodinho. É uma data legal, uma data festiva em que pude estar reunido com os amigos da bateria por muitos anos mas infelizmente esse ano por conta da política difícil da prefeitura, que tirou o incentivo a nossa cultura, só temos a lamentar mas esperamos que seja um ano melhor. Tenho certeza que isso não vai durar”, disse o mestre.

O intérprete da Estácio de Sá, Serginho do Porto, vai passar mais uma virada de ano cantando a trabalho. Dessa vez o cantor vai fazer um show num hotel na Barra da Tijuca.

“Passei muitos réveillons trabalhando, esse não vai ser diferente, vou estar fazendo show do Hotel Windsor, no posto 5 da Barra da Tijuca. Para mim a virada de não tem que ser de branco, uso sempre, todos os anos. De todas as viradas a que mais me marcaram foram as de Copacabana com o Salgueiro e na Barra da Tijuca fazendo show na praia”.

O mestre-sala do Salgueiro, Sidclei é mais um no time que vai passar o réveillon em casa com a família, o mestre lembrou a importância de virar o ano com o pensamento positivo e agradecendo sempre pela vida e saúde concedida.

“O que eu mais quero é passar descansando com a família, são momentos especiais, momentos que a gente quer estar com a nossa família, que são as pessoas que a gente ama, gosta e que querem nosso bem. Não fechei nada, devo passar com minha família mesmo. Eu gosto de usar branco, a paz, amarelo, prosperidade mas não me apego muito com isso não. Muitos anos passei de vermelho e branco, as cores do Salgueiro, para trazer um axé e trazer a décima estrela para escola. Sempre ao longo de dezembro vou repensando o ano, agradecendo a Deus pela oportunidade de viver mais um ano com a família, com força para trabalhar e na virada a gente pensa positivo, pede um ano melhor e que nossos sonhos sejam alcançados”.

Sidclei ainda lembrou de show que fez com o Salgueiro num réveillon nos anos 90 em que não tinha público e a equipe acabou fazendo um show para si.

“Nos anos 90, trabalhando pelo Salgueiro, teve um ano que fomos fazer um show em Guarapari e era uma casa em inauguração, um lugar lindo, ornamentado, mas no mesmo dia tinha um show de uma banda de axé famosa, não me recordo se era o Araketu, mas acabamos fazendo um show só para gente, não tinha ninguém, o público não foi e ficamos frustrados. Acabamos confraternizando entre nós”, encerrou o mestre-sala.

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