Compositores: Gilmar L. Silva, Celsinho Mody, Michel do Alto, Pedro Ambrosio, Isa Maria, Elizabth Pinheiro e Ferreti

AS LÁGRIMAS NÃO PODEM SER DE DOR
JÁ FAZ TEMPO A BRANCA CARTA DECRETOU A LIBERDADE
QUE ARDE, MASSACRADA DE ILUSÃO
A FACE DA REJEIÇÃO
VOU LUTAR POR IGUALDADE QUE NÃO SAI DA TEORIA
A CALUNGA AINDA INVADE OS PORÕES DA HIPOCRISIA
A VIDA CLAMA POR DIREITOS SOCIAIS
A VOZ DO MORRO AINDA LEMBRA O VELLHO CAIS

(PODER) SEGUIR, EM PAZ E VER
RAIAR O SOL DA CONSCIÊNCIA
EM CADA FILHO A LUZ DA RESISTÊNCIA
ABOLIÇÃO É O PRETO NO PODER

MEU GRITO, A FORÇA AFRICANA QUE EMBALA A FÉ
REFLITO, EM FIOS DE CONTAS DO MEU CANDOMBLÉ
NO JONGO, NO JOGO, NA LUTA
MEU BRILHO, PRA QUE DISFARÇAR?
NÃO É SORTE, É BRAVURA
NÃO À MORTE DA CULTURA
MINHA HISTÓRIA SAIU DA GAVETA
A ARTE PRETA MAIS LINDA DE VER
MEU CHORO VIROU MELODIA
SE FEZ POESIA DE QUARITERÊ
NA INSPIRAÇÃO, A SABEDORIA
RAIZES DOS MEUS ANCESTRAIS
O MEU CELEIRO É NEGRITUDE, BAOBÁ DOS CARNAVAIS

MACHADO DE XANGÔ, KAÔ MEU GUIA, CANTA SALGUEIRO
PRO NEGRO QUE SONHOU, CHEGOU O DIA
NO QUILOMBO DA ACADEMIA

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