Compositores: Márcio André, Daniel Katar, Anderson Benson, Bello, Rafael Falanga, Minuettos Tchello, Luiz Claudio e Thiago M.

CLAMO A XANGÔ, MEU PADROEIRO
A FALANGE DO SALGUEIRO
JÁ BAIXOU NESSE CONGÁ
EVOCA A FORÇA DOS ANCESTRAIS
DOS ENREDOS IMORTAIS
CHAMA O POVO PRA LUTAR
EU SOU BAIANA, REZADEIRA, GELEDÉ
LINHA DE FRENTE CONTRA TODA OPRESSÃO
É PRETA A COR DA REVOLUÇÃO
SOU DESSA GENTE QUE ERGUE A BANDEIRA
SACODE, LEVANTA POEIRA
O BATUQUE É NOSSA FORMA DE EXPRESSÃO

SE ME ATIRA A PEDRA, EU ENTREGO AXÉ
DE CORPO FECHADO AFASTO A DOR
BATO “TAMBOR” E EXIJO RESPEITO
MINHA FÉ É MEU DIREITO, ENTENDA POR FAVOR

MEU FILHO NÃO NEGUE DA HISTÓRIA, O MEU POVO
MOLEQUES, TANTOS “CRIAS LÁ DO MORRO”
TINGINDO PALCOS COM A NOSSA COR
SE UM DIA O MUNDO ACORDAR (E VAI ACORDAR)
VERÁS CAIR A FACE DO CINISMO
JUSTIÇA MORANDO NAS RUAS
QUEBRANDO AS CORRENTES DO RACISMO
MEU SAMBA! HINO QUE “SUFOCA” O PRECONCEITO
É O GRITO DE ALFORRIA POR DIREITOS IGUAIS
SILENCIAR MINHA VOZ, JAMAIS!

DE PUNHO CERRADO NÓS VAMOS À LUTA
NA PELE, O ORGULHO QUE ME FAZ VENCER
RESISTÊNCIA DESSE CHÃO… SALGUEIRO
QUEM CONHECE NOSSA HISTÓRIA PODE ENTENDER

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