O Salgueiro escolheu o samba-enredo da parceria de Demá Chagas, Pedrinho da Flor, Leonardo Gallo, Zeca do Cavaco, Joana Rocha, Renato Galante e Gladiador para o desfile no Carnaval de 2022. A escola levará para Avenida o enredo “Resistência”, de autoria do carnavalesco Alex de Souza. * OUÇA AQUI O SAMBA CAMPEÃO

Foto: Ewerton Pereira/Divulgação Salgueiro

“Venho disputando tem muitos anos. Sempre é como se fosse a primeira vez. Esse samba sofreu uma mudança quando a escola liberou. O samba que já era bom cresceu muito mais. Estava sonhando com esse momento. Tinha dez anos que não disputava uma final de samba e de ganhar desde 1991. Esperei muito esse momento”, disse o compositor Pedrinho da Flor, em entrevista ao site CARNAVALESCO.

O presidente salgueirense, André Vaz, falou sobre a volta do enredo. “Passamos por um momento complicado com a quadra fechado por 1 ano e seis meses. Agora, estamos empolgados. Trabalhamos para fazer um grande espetáculo para o público. A confiança é total na realização do carnaval. Escolhemos um sambão para acompanhar esse enredo. Os desenhos das fantasias e alegorias estão lindos”.

O carnavalesco Alex de Souza falou do visual salgueirense para 2022. “Desde 1960, o Salgueiro leva a negritude para Passarela. Vamos contar mais uma história na Avenida e manter sua tradição na sua beleza plástica”.

Diretor de carnaval do Salgueiro, Alexandre Couto, explicou como foi a liberação da escola para os compositores alterarem os sambas

“Tivemos obras maravilhosas. Trabalhamos em conjunto para escolher o samba. O nosso enredo é atemporal. A gente atualiza a cada dia. Por isso, nós demos liberdade para o compositor rever e adequar melhores palavras e melodias. Sempre em prol do Salgueiro. Estamos planejando nosso carnaval e trabalhando no barracão”, revelou.

Donos do carro de som do Salgueiro, Emerson Dias e Quinho, falaram da volta do samba. “Foi um alívio. A pressão psicológica era muito grande pelo lado cultural e o profissional. Ficou muito complicado mantermos nossas famílias e contas. Retornamos ao que somos apaixonados”, disse Emerson.

“Estamos vivemos. Isso é o fator primordial. Perdemos muitas vidas, amigos sambistas. Voltamos e atendemos os protocolos sanitários. São diversos profissionais que passaram por dificuldades imensas na pandemia. Agradeço muito poder voltar ao trabalho”, completou Quinho.

Comandantes da Furiosa, os mestres Guilherme e Gustavo falaram da adaptação dos ensaios na pandemia e do que pode vir pela frente rumo ao desfile. “Tivemos que nos adaptar, ter jogo de cintura”, afirmou Guilherme. “A bateria é muito da casa, muito amigo e sempre estamos conversando”, completou Gustavo.

Excelência na dança, o casal de mestre-sala e porta-bandeira salgueirense, Sidclei e Marcella Alves, agradeceu pela volta do samba.

“É um privilégio estar vivo, com saúde e poder fazer o que a gente gosta. O meu sentimento é gratidão”, disse a porta-bandeira.

“Voltamos cada vez mais forte. As pessoas sendo vacinadas. Voltar ao Salgueiro é uma satisfação imensa. Estou muito feliz”, garantiu o mestre-sala.

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