Quem é Salgueirense tem muito orgulho de retratar seu amor pela escola. Essa paixão pela vermelha e branca é transmitida por meio da alegria de seu componente a cada ensaio de quadra, na rua e por fim na Marques de Sapucaí. O jeito Salgueiro de ser é aquele folião que sabe aproveitar a vida e aproveitar o momento. O enredo que contou a história de Benjamim de Oliveira, primeiro palácio negro, traduziu esse jeito em uma pessoa que sempre como grande objetivo levar alegria para as pessoas.

Pelas fantasias da escola, viu-se bem a forma clara da alegria e descontração. Os componentes ficaram ainda mais Salgueirenses. Marcos Massafera, que tem 25 anos de Sapucaí desfilando no Salgueiro, estava na ala “Circo de cavalinhos”. Representando os números hípicos que ocupavam lugar central no picadeiro moderno. O torcedor, que mora em São Paulo, pontuou que esse jeito alegre de ser está presente no enredo e traduz o jeito genuíno de ser brasileiro.

“Eu acho nosso enredo extremamente alegre. Foge um pouco da vertente que outras escolas apresentaram. Todo brasileiro tem um Benjamim no coração. Pela luta e pelas batalhas que cada um enfrenta no seu dia a dia. O Salgueiro trouxe uma vertente correta e isso deve ser valorizado”.

Outra ala que chamava bastante atenção era “Truque de mágica”, que trazia um dos maiores truques mágicos do picadeiro: o ato de sacar um coelho da cartola. A fantasia trazia justamente uma cartola na parte inferior e o a cabeça era justamente um coelho. Vindo na ala, a estreante dona Néia também mostrou acreditar na relação enredo x escola.

“Esse jeito alegre do Salgueiro combina demais com Benjamim. É o jeito do Salgueirense de todas as formas. Acho que dentro da escola já existe essa energia. O Salgueiro é isso, independente de qualquer coisa. Trazemos essa alegria e força sempre”.

Mais a frente, a ala bastante festejada era “Chico e o diabo”. Que representava uma das primeiras peças escritas por Benjamim de Oliveira. Muito colorida a indumentária possuia um tridente numa das mãos. Maquiagem e um bigode no rosto dos componentes. Um deles era José Carlos de Pilares, que desfila na Academia há 6 anos. José ressaltou também que outro ponto importante e essencial para a história de uma escola de samba é a valorização do negro.

“Acho que as fantasias estão refletindo esse jeito que é o Salgueiro. Reflete bem uma escola divertida, mas que vem para brigar pelo título. Eu acredito que essa relação entre Benjamim e Salgueiro exista, pois ele divertia as pessoas, assim como a escola. É um enredo diferente que além de toda alegria mostra um negro que conseguiu vencer na vida”, finalizou.

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