O palco dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, o Sambódromo da Marquês de Sapucaí, recebeu neste sábado diversas artistas para uma ação de solidariedade. A Central Única das Favelas (CUFA), em parceria com a Frente Nacional Antirracista (FNA), fez a distribuição de mais de 150 toneladas de alimentos, através do programa “G. R. E. S. Unidos da CUFA”. Além do Rio de Janeiro, a ação aconteceu também em São Paulo.

Ao site CARNAVALESCO, Wellington Galdino, diretor executivo da Cufa, falou da iniciativa tão importante para os profissionais do carnaval.

“Em uma conversa que tivemos com a Frente Nacional Antirracista (FNA) surgiu o assunto de ajudar também os profissionais do samba, carnaval, que estão desamparados. O carnaval acabou sendo uma das organizações atingidas na pandemia. Essas pessoas estão sem suas rendas. Conseguimos arrecadar 150 toneladas de alimentos, cestas básicas prontas e estamos distribuindo para todas escolas. Atendemos aos familiares dos profissionais do carnaval e também que quem de alguma forma faz parte desta rede do samba”.

Renan Oliveira, primeiro mestre-sala do Império da Tijuca e segundo da Estação Primeira de Mangueira, agradeceu o apoio da Cufa e da Frente Nacional Antirracista.

“Quem trabalha com arte e entretenimento tem passado muita dificuldade. Depois da pandemia, vão ficar muitas pessoas e empresas que puderam ajudar, e a Cufa entra nesse grupo. Ficamos muito felizes de termos essa ajuda”.

Para Paulo do Rosário, diretora social da Mocidade Independente de Padre Miguel, os artistas do carnaval ainda estão sofrendo muito com a pandemia. “Essa ajuda veio em um momento muito importante. Os profissionais de carnaval estão passando por muita dificuldade. Um alívio, nem que seja momentâneo, porque a cesta básica só ajuda naquele momento, é muito grande. Temos amigos que tiveram AVC, são profissionais do carnaval não sabiam para onde poderiam ir, e estão sofrendo demais. Toda ajuda é muito bem-vinda, mas essa da Cufa foi muito carinhosa”.

Brian Ramos, membro do departamento de cidadania da Portela, frisou a iniciativa e sua importância para os profissionais do carnaval. “A iniciativa da Cufa é muito importante neste momento complicado. Hoje, a gente aqui celebra a alegria do carnaval, através de comida nas mesas de diversas famílias. Vão ter uma semana com algo para comer. Esse olhar de sensibilidade, humanidade, é importantíssimo”.

Nilce Fran, presidente da escola de samba Rosas de Ouro e diretora portelense, citou que todas agremiações foram abraçadas pelo programa.

“A vida e a saúde é o mais importante. Emocionante ver o trabalho que a Cufa e muitos parceiros estão fazendo, doando muitas cestas básicas para escolas de todos os grupos do carnaval. Nós, principalmente, sofremos muito na pandemia. Tivemos que entender e respeitar. Essa ajuda chega em um momento especial e que as pessoas tenham noção da dificuldade que nós estamos vivendo”.

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