A Prefeitura do Rio cedeu às pressões dos sambistas e liberou a realização das rodas de samba no município, a partir deste fim de semana. Anteriormente, ao anunciar a fase 6B do plano de retomada de atividades econômicas do Rio, na última quinta-feira, o executivo municipal causou controvérsia ao autorizar shows e festas em locais fechados, mas manter as restrições quanto as rodas.

A distinção feita entre o samba e os demais gêneros musicais provocou críticas, que fizeram com que o veto fosse derrubado nesse sábado. No entanto, a proibição quanto ao funcionamento das quadras das escolas de samba continua. A expectativa é que a reabertura só aconteça no início do mês de novembro, em mais uma fase de flexibilização na capital fluminense, quando estão previstas a volta de boates, casas de show e estabelecimentos do tipo.

Após a nova decisão da Prefeitura, o site CARNAVALESCO conversou com alguns sambistas para saber a opinião deles sobre a liberação das rodas de samba na cidade do Rio.

Para o cantor Leonardo Bessa, trata-se de dar direitos iguais, independente de crenças e gostos. “Lógico que existe a preocupação em primeiro lugar com a saúde de todos, mas quando o poder público libera determinadas atividades sociais que geram certa aglomeração e veta as rodas de samba, fica parecendo um certo preconceito com o nosso ritmo mais popular. Em se tratando do evento em si, qual a diferença de um bar ou restaurante com música ao vivo com um pagode ou uma roda de samba? Não vai ter público do mesmo jeito?”, questionou.

A opinião é similar a defendida por Júnior Escafura, integrante da comissão de carnaval da Portela. “Se a flexibilidade chega para todos os tipos de eventos, tem que servir para o samba também, que faz parte da nossa cultura e é uma das maiores referências do nosso país. Os sambistas precisam trabalhar. As rodas de samba geram uma quantidade enorme de empregos”, argumentou.

Já o vice-presidente portelense Fábio Pavão chama a atenção para importância do cumprimento das normas de saúde, para evitar o contágio pelo novo coronavírus. “Tanto os sambistas como o pessoal de outros gêneros musicais precisam agir com responsabilidade neste momento. As taxas (da Covid-19) ainda estão muito elevadas e não é seguro aglomeração. Se a música ao vivo, se a roda de samba, seguir protocolo rígidos, for dentro de normas sanitárias que se mostram eficazes, como distanciamento social, não vejo problema. O problema é descambar para falta de controle e fiscalização, gerar aglomeração, provocando aumento no número de casos (da Covid-19)”, avaliou.

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