Morreu neste domingo o prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), em decorrência de um câncer no sistema digestivo que avançou para metástase nos ossos e no fígado. Covas estava internado no Hospital Sírio Libanês, na capital paulistana, desde o dia 02 de maio. Aos 41 anos, divorciado, deixa um filho. Até o momento não há informações sobre o velório.

Bruno Covas ganhou visibilidade, entre outras coisas, por lutar pelo carnaval. Em julho do ano passado, diante o cenário de incertezas causado pela pandemia da Covid-19 se reuniu com a LIGA-SP e com os presidentes das escolas de samba para traçarem estratégias para o ano seguinte. Pouco tempo depois ficou decidido que a folia de 2021 seria cancelada, mesmo assim, a prefeitura manteve o repasse de R$ 33 milhões para as escolas de samba e blocos de São Paulo. Depois, o Ministério Público cancelou.

Em novembro do ano passado, a SPTuris e a Secretaria Municipal do Turismo assinaram um acordo prevendo apoio às 46 escolas de samba da cidade. “A Prefeitura de São Paulo esclarece que o Carnaval de São Paulo teve seu cancelamento anunciado nesta sexta-feira, 12 de fevereiro. O contrato firmado com a SPturis, ainda em 2020, é de R$ 33 milhões e neste momento estão sendo estudadas alternativas para aplicação nos desfiles de 2022”, dizia a nota oficial divulgada na ocasião.

Isenção de impostos para escolas de samba

Apaixonado pela festa e consciente da importância econômica e cultural para a cidade, sempre participou ativamente do espetáculo. Durante seu mandato, em 2019, sancionou a lei que isenta de impostos as escolas de samba e demais entidades que organizam o desfile no Sambódromo do Anhembi. No texto da lei, estão isentos de impostos barracões, sedes e quadras com finalidade carnavalesca, mesmo aqueles alugados. O projeto é dos vereadores Celso Jatene e Milton Leite, que é presidente de honra da Estrela do Terceiro Milênio.
Ainda em 2019, já lutando contra o câncer, participou da festa de lançamento do CD do Carnaval 2020, quando reassumiu seu compromisso com os sambistas e trabalhadores do carnaval.

“Reafirmo o meu compromisso com o carnaval de São Paulo. Enquanto a gente vê uma série de governos perseguindo a área da cultura, retirando dinheiro e querendo controlar, eu reafirmo meu compromisso com a cultura livre, que provoca, questiona e que gera emprego e renda. É por isso que a prefeitura aposta no carnaval de São Paulo”, disse o prefeito Bruno Covas à época.

Trajetória política

Formado em Direito pela Universidade de São Paulo USP e em Economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), começou na política ainda muito jovem. Em 1997 filiou-se ao PSDB e já em 2003 assumiu a presidência estadual da juventude da legenda. No ano seguinte foi candidato a vice-prefeito de Santos. Em 2006 foi eleito deputado estadual, no mesmo ano foi reconhecido pelo Movimento Voto Consciente como o parlamentar mais atuante naquela legislatura. Em 2010 foi reeleito alcançando a maior votação do estado de São Paulo. Em 2014 foi eleito deputado federal. Dois anos depois deixou a Câmara Federal para se dedicar à cidade de São Paulo, após ser eleito como vice-prefeito. O ano de 2018 foi emblemático, tornou-se finalmente prefeito de São Paulo e ganhou grande visibilidade nacional. Em 2020 destacou-se também pela atuação no combate à Covid-19 e permanecendo com notoriedade ao longo de 2021.

Luto no samba

Após a notícia da morte do prefeito Bruno Covas personalidades do samba lamentaram a perda de alguém que lutava pelo carnaval.

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