Depois de passar por cada etapa em estúdio e abolir após 10 anos o formato ao vivo na Cidade do Samba, o produtor Mário Jorge Bruno falou ao CARNAVALESCO sobre os motivos da mudança no CD oficial das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro para o Carnaval 2020.

“A decisão se deu por questões técnicas e humanas. Além do aspecto de orçamento. O mercado está muito difícil. Esse ano as Lojas Americanas não vão comprar o CD. É um novo momento, o disco físico vive seus últimos momentos. A Liesa vai mandar fabricar para presentear parceiros compradores de frisas e camarotes. A quantidade de venda a cada ano cai e a gravadora ficou um pouco enforcada. Economicamente o projeto ficou mais viável”, disse.

Outra novidade relevante no álbum de 2020 é a exclusão dos alusivos nas faixas. Haverá uma rápida introdução e já entrará no grito de guerra do intérprete. Diferente do que foi divulgado, a primeira passada não será sem peso de bateria. Neste caso cada escola e mestre definiu por sua própria faixa, como explica Mário Jorge.

“Optamos esse ano por não ter alusivos nas obras. Tem gente que gosta, é interessante no aspecto musical, mas as rádios não tocam por considerarem excessivamente longos. Vamos fazer uma pequena introdução para o grito de guerra dos cantores. Entrar com a bateria já na subida é uma decisão de cada mestre. Alguns optaram por uma passada mais ‘pagodinho’ e outros já quiseram o peso de ritmo logo de cara”, explicou.

Segundo Mário Jorge, o CD deve chegar às lojas e plataformas digitais no final do mês de novembro.

“O CD deve sair no fim de novembro. O lançamento vai acontecer próximo ao dia nacional do samba”, destacou.

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