A segunda parada da série “Harmonia em Jogo” é no “Maracanã do Samba”, como é conhecida a quadra da Mocidade Independente de Padre Miguel. Sob o comando do diretor Wallace Capoeira, que vai para o quinto ano à frente do segmento, ao lado de André Félix, na direção musical da escola, a verde e branco de Padre Miguel é uma das principais referências no quesito. As notas em 2020 foram 10, 10, 9,9 (descartada), 10 e 10. No bate-papo com a equipe do site CARNAVALESCO, os temas abordados passaram pelos ensaios, o som da Avenida e os desafios do quesito.

“O nosso trabalho é de total interação com a comunidade, desde a velha guarda até o último setor, passando pelos presidentes de alas e funcionários que fazem a manutenção da quadra. É um trabalho que começa em abril, com devoluções de fantasias, reuniões, planejamentos, inscrições, sempre com o pé na estrada para preparar o próximo carnaval”, disse Capoeira.

Com a direção musical, o ritmo é quase o ano inteiro. “O nosso trabalho de direção musical é com a coordenação do carro de som. Quase não paramos, porque após o resultado, já começamos as reuniões para as correções, mesmo se tirarmos a nota máxima”, afirmou André.

Quando o assunto são os ensaios, chave do trabalho para obter o campeonato, eles comentam a importância do ensaio na quadra para receita e a formação do padrão único do canto dos desfilantes.

“São importantes na quadra para a geração de receitas e no desenvolvimento do nosso trabalho. Fazendo com que possamos atrair turistas para o projeto final que é o carnaval. Também para apresentarmos aos jurados na Avenida o nosso canto em um padrão único, em sintonia com o carro de som”, pontua o diretor de harmonia.

“Os ensaios são fundamentais para acertarmos o andamento do samba, junto com o canto da comunidade em nosso movimento. Sugiro que os jurados, principalmente de samba enredo, bateria e harmonia, façam um intensivo nos ensaios das escolas, para entender a história do enredo e sentir a comunidade. O som da Avenida atrapalha muito. Na largada da escola, a passagem de som tem pouco tempo. Deveríamos ter um acordo com todas escolas para resolvermos esse problema”, completou Félix.

Wallace Capoeira explica que na Mocidade raramente acontece a divisão de ensaios por alas. A proposta da escola é ter todos os componentes juntos.

“Não trabalhamos com divisões de alas, pois o intuito é captar todos juntos na quadra, se há alguma falha, fazemos um trabalho separado, com o componente. Durante a caminhada, há diversos desafios para harmonia, como colocar toda escola para cantar, arrumar na concentração, entrar e sair da Avenida. A manutenção do resultado é sem dúvida o maior desafio”.

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