O carnaval inicia nesta sexta-feira com as escolas de samba da Série A, desfilando na Marquês de Sapucaí. O horário marcado para o início do maior espetáculo da Terra está marcado para às 22h30. A abertura fica por conta do Vigário Geral que depois de 26 anos volta a desfilar no palco principal da maior festa da cultura popular brasileira. Além de Vigário, passarão na avenida esta noite a Rocinha, Unidos da Ponte, Porto da Pedra, Cubango, Renascer de Jacarepaguá e Império Serrano.

Grande cobertura pelo site CARNAVALESCO e a Rádio Mania

Para os moradores do Rio de Janeiro haverá transmissão pela TV Globo, mas somente a partir das 23h15, com narração de Pedro Bassan e Mariana Gross. O site CARNAVALESCO fará uma grande cobertura, em tempo real, a partir das 21h30, e, terá também o melhor samba da Avenida com a transmissão da Rádio Mania.

Regras da Série A

Os desfiles se iniciam às 22h30 da noite de sexta-feira, o tempo mínimo de desfile é de 45 minutos e o tempo máximo de 55 minutos, a escola que ultrapassar o tempo máximo perde 0,1 décimos e a escola que desfilar antes do tempo mínimo perde 0,2 décimos. Cada agremiação tem a obrigatoriedade de levar para avenida, no mínimo, mil componentes sendo 130 ritmistas e 35 baianas, no mínimo. Diferente do Grupo Especial é proibido uso de tripé ou elemento cenográfico com rodas na comissão de frente, o número mínimo de bailarinos é de dez e o máximo quinze. Em relação as alegorias, cada escola deve levar de duas a três e pode levar ou não um tripé.

Veja abaixo escola por escola o que vem aí no primeiro dia de desfiles da Série A:

Vigário Geral – Retornando a Sapucaí depois de 26 anos, o Vigário abre a primeira noite dos desfiles da Série A. Seguindo a linha de enredos críticos e irreverentes, a escola irá apresentar para o público o “Conto do Vigário”, questionando fatos e a história oficial contada. O enredo aborda o tema como se o próprio Brasil contasse sua verdadeira história e é desenvolvido por Rodrigo Almeida.

Acadêmicos da Rocinha – Contando a história de Maria Conga, uma mulher negra africana que foi escravizada e trazida para o Brasil ainda na infância a Rocinha vai entrar na avenida. Maria Conga tem uma história de luta e fundou um quilombo em Magé, depois de sua morte foi consagrada no reino das almas, se tornando uma preta velha rezadeira.

Unidos da Ponte – O enredo “Elos da eternidade”, desenvolvido por Lucas Milato irá trazer uma discussão em torno da ligação eterna, sobre a herança que deixamos neste plano. O desfile abordará mais precisamente nos elos que eternizam o mundo do samba, o legado que as escolas constroem através da união da sua comunidade.

Porto da Pedra – Levando para a Sapucaí o enredo “O que é que a Baiana tem? Do Bonfim à Sapucaí”, desenvolvido por Annik Salmon, que por muitos anos integrou a comissão de carnaval da Unidos da Tijuca, o Tigre de São Gonçalo viaja até a Bahia para levar a história das negras que se tornaram as baianas quituteiras, passando pela religiosidade e desembarcando no Rio de Janeiro onde prometem dar um verdadeiro banho de cheiro no templo do samba.

Cubango – Vice-campeã de 2019, com um grande carnaval premiado e elogiado pela crítica carnavalesca, o Cubango tem uma nova dupla de carnavalescos, Raphael Torres e Alexandre Rangel que farão o enredo “A voz da Liberdade”, que trará a vida de Luiz Gama, primeiro advogado negro e filho de Luisa Mahin. O desfile abordará as raízes africanas do homem e a sua luta no movimento abolicionista pela liberdade dos negros.

Renascer de Jacarepaguá – O pré-carnaval da escola foi conturbado e durante o período ficou com suas atividades suspensas por conta da crise financeira que afeta o carnaval. Ney Junior, carnavalesco da Renascer desenvolve o enredo “Eu que te benzo, Deus que te cura” e contará em seu desfile a importância das benzedeiras e sua cultura de reza que descende dos antepassados negros e indígenas.

Império Serrano – De volta à Série A, depois de dois anos no principal grupo da folia carioca, o Império Serrano contratou o carnavalesco Junior Pernambucano que desenvolverá na Sapucaí um enredo sobre o empoderamento feminino, trazendo a força da mulher e o seu lugar na sociedade. O enredo se funde com uma das principais matriarcas da Serrinha, Tia Maria do Jongo.

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