Compositores: Sidney Myngal, Alex, Júnior Diniz, Maykon Rodrigues, Rafael Faustino, Rodrigo Tinoco, Raphael Gravino, Matheus Machado, Gabriel Simões e Mateus Pranto

Sou preto velho, preto velho mandingueiro
Firmei mironga neste terreiro!
Ô, ‘mizifi’, vim de Angola, ‘Angolá’
Sou ‘fio’ de Zambi, semente de África!
Tenho a cor que o seu ventre gerou
E o “perfume” que o mundo conquistou!
No Rio, eu fui “essência” dos cafezais
Mas ganhei fama de ouro lá nas Minas Gerais!
Até virei “fruto” da ambição

Sabor amargo da escravidão

Cativeiro, ê, ‘cativerá’
Nego clama a Benedito pra chibata não ‘cantá’
Nem mordaça, nem açoite, nada o negro cala
Preto canta sua fé, preto jonga na senzala

Vi os trilhos do progresso ´alumiá´
E nas lavouras migrante ‘brotá’
Fiz parte ‘d’uma’ “Velha” nação
E ‘prum’ “punhado” de gente
Fui “gole” de inspiração!
Caí, enfim, no gosto do povo:
Cheio de magia, saboroso!
Meu ‘fio’, nesse Cazuá,
Tem tanta história ‘pra’ gente dividir…

Mas ‘pras’ almas ‘adorá’
É hora de ‘cantá’, ‘cantá’ ‘pra’ subir!

Tatuapé, é noite de Jakutá!
Saravá, pai ‘Véio’, benzedeiro de além-mar!
Traz a luz de Aruanda sob o aroma do café
Axé, axé!

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