Por Guilherme Ayupp e Matheus Mattos. Fotos: Magaiver Fernandes

O público que foi ao Anhembi na primeira noite de apresentações do Grupo Especial de São Paulo saiu do Sambódromo com a sensação de que, ao contrário do ano passado, é possível que a campeã só seja conhecida na segunda noite. Tudo porque algumas favoritas cometeram erros que podem comprometer o título.

A Acadêmicos do Tatuapé foi a grande estrela da noite com mais um desfile tecnicamente (quase) perfeito. Quase, pois a última alegoria do desfile cruzou a avenida totalmente apagada e isso pode comprometer o sonhado tricampeonato. Outra favorita a escorregar esta noite foi o Império de Casa Verde. A azul e branca trouxe um imponente conjunto alegórico. Entretanto a grandiosidade da escola quase fez a agremiação estourar o tempo máximo de 65 minutos. A correria pode custar caro. Quem também era cotada e vacilou foi a Mancha Verde. Bem de alegorias como há muito não se via, acabou pecando nos quesitos de pista.

Confira como foram todos os desfiles da primeira noite do Grupo Especial de São Paulo

COLORADO DO BRÁS

A Colorado do Brás foi a primeira escola a desfilar na noite de abertura dos desfiles do Grupo Especial em São Paulo. A vermelha e branca apostou em um conjunto de fantasias modesto com materiais bastante simples para uma escola da elite do carnaval, embora não pisasse no grupo desde 1993. De positivo o conjunto alegórico e o samba-enredo, aspectos que podem ajudar a escola a lutar pela sonhada permanência. A Colorado concluiu seu desfile em 62 minutos e apresentou o enredo ‘Hakuna Matata – Isso é viver’.

IMPÉRIO DE CASA VERDE

Segunda agremiação a desfilar, a escola de samba Império de Casa Verde entrou na Avenida com uma chuva mais fraca que atingiu a agremiação anterior. A escola mostrou um ótimo acabamento nas alegorias, a bateria valorizou o canto dos componentes e comissão de frente com coreografias diferentes, demonstrando um ótimo sincronismo. Porém, a evolução da escola foi comprometida nos últimos minutos, fazendo com que os desfilantes tivessem que correr na Avenida. O Império trouxe muitas alas coreografadas, dando a sensação de ausência de espontaneidade.

MANCHA VERDE

Aguardada como uma das grandes favoritas do ano no Grupo Especial de são Paulo, a Mancha Verde deixou a avenida esta noite certa de que apresentou um dos melhores conjuntos alegóricos da primeira noites de desfile no Sambódromo do Anhembi. Entretanto em alguns quesitos o propalado favoritismo foi sentido. A harmonia se apresentou de maneira fria e o conjunto de fantasias ficou aquém das excelentes alegorias apresentadas. O samba-enredo também não cativou o público. A verde e branca apresentou-se em 62 minutos com o enredo ‘ Oxalá, salve a princesa! A saga de uma guerreira negra’.

TUCURUVI

Quarta escola a desfilar na primeira noite de desfiles, a Acadêmicos do Tucuruvi desenvolveu seu carnaval através do enredo: “Liberdade! O canto retumbante de um povo heroico, uma linhagem crítica sobre a situação histórica e atual do Brasil. A comissão de frente cativou o público, a bateria demonstrou boa maturidade rítmica e a boa estreia de Leonardo Bessa foram os destaques do desfile. O andar acelerado no final e a pouca intimidade dos desfilantes com o samba foram os pontos negativos encontrados.

TATUAPÉ

O Acadêmicos do Tatuapé provou porque é a escola a ser batida no carnaval de São Paulo. E mostrou isso onde uma escola deve fazer, na pista. Lutando pelo inédito tricampeonato, algo só alcançado pela Mocidade Alegre nos últimos anos. Apesar de ter tido problemas em pelo menos duas de suas alegorias no que diz respeito à iluminação, a escola deve confirmar o favoritismo e terminar a primeira noite como melhor escola. A Tatuapé conclui seu desfile depois de 61 minutos e apresentou o enredo ‘ Bravos Guerreiros: Por Deus, pela honra, pela justiça e pelos que precisam de nós’.

X-9 PAULISTANA

Penúltima escola a desfilar na noite, a X-9 Paulistana desfilou com uma presença do público menor em comparação as escolas anteriores. A presença do homenageado Arlindo Cruz, ao lado de sua família no último setor, surpreendeu e emocionou todos os presentes no Sambódromo. Além do sentimento, o desempenho do samba-enredo e o bailar do casal se destacaram na noite. Falta de acabamento em praticamente todas as alegorias e tripé, evolução confusa e falta de animação nos componentes marcaram negativamente. A entidade encerrou o desfile com 63 minutos.

TOM MAIOR

Tal qual aconteceu em 2018, coube à Tom Maior a responsabilidade de fechar a primeira noite de desfiles do Grupo Especial de são Paulo em 2019. A agremiação viu o seu intérprete oficial, Bruno Ribas, ser o maior destaque de um desfile que não conseguiu repetir o feito de encantar o Anhembi um ano atrás. A escola cantou pouco e os aspectos plásticos não funcionaram devido ao dia já estar claro, já que a escola sabia desde junho que encerraria a primeira noite. O desfile terminou após 62 minutos e a Tom Maior contou o enredo ‘Penso… logo existo – As interrogações do nosso imaginário em busca do inimaginável’.

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