Compositores: Claudio Russo, W. Corrêa, Lequinho, Fadico, Orlando Ambrosio, Toninho do Trailler, Carlinho do Mercadinho e Cabeça do Ajax

No tronco da gameleira
Assentei meu orixá
Em noite de terça-feira!
Iroko princípio e fim
Que nas águas de Oxalá
Ganha um corte de murim

Olorum, Deus supremo, mandou
Toda a sua falange baixar no Ayê
E dos galhos do pai: Mãe Oxum
Yansã, Iemanjá e Nanã Buruquê!
Lado a lado com o velho, Atotô (Ajuberô)
Pelas cores de Oxumarê (Aroboboi)
Ancião e menino, senhor do destino
Da cabaça e do dendê

É noite de Xirê na paz de Oxalufã
É dia de benzer o couro do ogã
No horizonte Ewa é feiticeira
Irokô ê, tempo ê, tem poeira

Kosí ewé Ossain quina ervas no pilão
Eis a árvore da vida, ancestral da criação
Igi Orun Essó, que só Orun vai ver
Leva amargura e traz a cura pro Ilê
As folhes caem, senhorio de Otin
Pro novo ciclo começar enfim
Ogum é o aço, Éxú movimento
Oxóssi a mata, Xangô julgamento
Iroko é o tempo do amargo e do mel
Chegou a hora de Padre Miguel

É o Ilê do boi vermelho que atiça o cangerê
Agoyê, Agoyê!
Tantas folhas
Se perderam para o mundo encontrar
A lição que só o tempo pôde ensinar

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