Nos últimos cinco carnavais no Grupo Especial, Leandro Vieira foi campeão em duas oportunidades (2016 e 2019). O trabalho do carnavalesco virou referência para todos e atinge um espaço nunca antes alcançado. Ele foi indicado ao prêmio Pipa, um dos principais prêmios de arte contemporânea do Brasil.

Pela primeira em 11 edições, um artista ligado ao carnaval está entre os finalistas. O trabalho do carnavalesco da Mangueira e do Império Serrano foi selecionado pelo Comitê de Indicação do Pipa, formado entre 20 e 40 profissionais nacionais ou estrangeiros que atuam com arte contemporânea.

Agora, a hora é de votar. Basta seguir os passos: Entre no endereço www.premiopipa.com/leandro-vieira – Clicar no botão “votar” na página do artista escolhido. Então, o visitante deverá informar seu email, para onde será enviado um código de verificação – Após copiar e colar o código no campo da janela de votação no site, será necessário confirmar um captcha (uma simples pergunta de segurança) e então seu voto é registrado no sistema.

“Me alegro por mim e pelo meu trabalho, mas também pelo reconhecimento do meio onde realizo minha obra. Espécie de trincheira artística tão menosprezada pela elite intelectual brasileira; diminuída em função da incompreensão de sua explícita face popular e vitimada pelo preconceito latente com as coisas que são a extensão de corpos subalternizados. A obra de um artista do carnaval indicada ao prêmio é também o reconhecimento do carnaval como fonte produtora de arte contemporânea; de artes visuais; um sinal de que o júri está conectado com a pluralidade das fontes produtoras de imagem”, disse Leandro Vieira.

A indicação de Leandro ao prêmio é celebrada também pela curadora e crítica de arte, Daniela Name.

“Leandro Vieira é formado em pintura e trata seus desfiles também como um pintor. É impressionante o trabalho cromático que ele realiza, sempre aliado às questões conceituais propostas por cada enredo. Outro ponto a destacar, em termos plásticos, é a desenvoltura com que Leandro cita artistas e movimentos da História da Arte, de Rubem Valentim ao Barroco; de Brecheret ao grafite. Seu trabalho comprova que não existe fronteira plausível entre o chamado circuito de arte, com museus e galerias, e a avenida. Mais do que isso, seu reconhecimento em um prêmio como o Pipa evidencia o carnaval como a mais democrática e plural fonte produtora de artes visuais no Brasil”.

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